A crise chegou ao Vale Tudo – MMA

A crise financeira chega ao mundo do vale-tudo/ MMA – junho 2009

A crise financeira também vem afetando o mundo do vale-tudo e do MMA. As duas últimas grandes vítimas foram o EliteXC e o IFL, que não resistiram à turbulência e decretaram falência, deixando lutadores desempregados. Isso por que os prêmios para uma luta são algo totalmente fora do padrão de qualquer esporte praticado no Brasil.

O lutador Kimbo Slice, por exemplo, chegou a faturar com uma vitória US$ 500 mil, ou seja, mais de R$ 1 milhão. Para servir de comparação, o Palmeiras, caso ganhe a Libertadores, que é considerada o topo, só abaixo do Mundial, ganharia cerca de R$ 600 mil do patrocinador.

Outro fator que pode ter ajudado na queda dos torneios foi a audiência abaixo do esperado na CBS, rede que transmitia as lutas do torneio. A emissora pagava em diversos torneios de vale-tudo, só contando o pay-per-view, cerca de R$ 350 milhões. A Globosat desembolsou R$ 110 milhões para transmitir os jogos do Brasileirão de 2009 pelo mesmo sistema.

Outro gigante também some do mapa
O Pride, outro evento gigante no mundo do vale-tudo, também acabou. Não por falência, mas foi quase isso. É que o Ultimate Fighting Championship (UFC) percebeu a situação bancarrota do “rival” e comprou o campeonato.

Como os eventos competem entre si, acabam exigindo exclusividade de grande parte dos lutadores. Na compra, Wanderlei Silva, por exemplo, que lutava só pelo Pride passou a lutar no octógono do UFC.

Aliás, o UFC é um dos remanescentes e continua em alta, com boa audiência e com promessas de que as bolsas para os lutadores continuarão avantajadas. O World Extreme Cagefighting (WEC) é outro campeonato que também vem forte, mas ainda longe de alcançar o UFC. José Aldo, Wagnney Fabiano e Frédson Paixão são os principais brasileiros, e Mike Brown, uma das maiores estrelas.

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