Alho: um importante alimento para a saúde

O alho não apenas serve para dar sabor no feijão mas também possui propriedades nutricionais no mínimo fantásticas.

Este alimento, de origem milenar, tem origem asiática, sendo que existem relatos afirmando que na antiga civilização egípcia, o alho além de servir como alimento, era usado para garantir uma boa voz e coragem. Durante a construção da pirâmide de Queóps, os escravos eram alimentados com alho. Acreditava-se que com isso, o rendimento físico era aumentado e que assim também era possível conseguir uma boa imunidade contra as epidemias típicas da época, como cólera, tifo e varíola.

Os estudos apontam para diversos benefícios à saúde derivados do consumo regular do alho. Isso o torna uma condimento importante de ser incluído no cardápio diário não somente por seu aroma e sabor, mas também pelos seus benefícios medicinais. Suas vitaminas são: A, B1, B2, C, PP. Existem diferentes tipos de alho e quase todos diferem em relação a tamanho, cor, forma, sabor, número de dentes por bulbo, acidez e capacidade de armazenamento.

O bulbo é conhecido como a cabeça do alho, sendo utilizado na prevenção contra gripes e resfriados, possuindo excelente ação antiinflamatória. Ajuda a regular os níveis de triglicerídeos e colesterol, equilibrar o funcionamento intestinal, desintoxicar o organismo, controlar a pressão arterial e glicemia, asma, bronquite e pneumonia.

Um estudo canadense efetuado com homens moderadamente hipercolesterolêmicos ( 32 a 68 anos) mostrou que o consumo de 7,2g/dia de extrato de alho durante meio ano reduz em 5,5% a pressão arterial sistólica, em 7,0% o colesterol sérico total e em 4,6% o colesterol de baixa densidade (LDL).

O alho tem sido altamente valorizado nas terapias como agente rejuvenescedor, anticancerígeno e estimulante da imunidade. O risco de câncer gástrico é 13 vezes menor em indivíduos que consomem 20g/dia de alho em relação aos que consomem menos que 1g/dia .

Atualmente, sabe-se que 72 diferentes tipos de infecções podem ser evitadas incluindo o alho na dieta. Na Rússia é o remédio mais comum contra gripes, resfriados, tosse e desordens intestinais. Na Polônia é usado contra gastroenterocolite, dispepsia, pneumonia, nefrose e septicemia. Na China, doses altas de alho têm sido empregadas no tratamento da meningite criptocóccica e infecção fúngica (que não cede a antibióticos comuns).

Nos dias de hoje, ainda existem algumas localidades, tais como a Grécia, onde o consumo de alho é bem elevado. No Brasil, apesar de ser largamente utilizado como tempero, poucos são os que se arriscam em consumir o alho in natura . Quem possui alguma aversão ao sabor e/ou odor do alho, pode-se beneficiar por meio do uso do óleo de alho em cápsulas.

Os cientistas chegaram à conclusão de que a grande riqueza do alho se encontra nos seus componentes. Mais de trinta já foram isolados, especialmente nos derivados de enxofre (sulfatados). Entre eles, o mais importante é, sem dúvida, a alicina (di-propenyl tiosulfinato), responsável pela maioria das propriedades farmacológicas da planta. Na verdade, a alicina, um líquido de coloração amarelada, só aparece de fato quando o alho é mastigado ou cortado, rompendo-se as células do bulbo. E é também a alicina a responsável pelo forte odor característico da planta.

Muitas pessoas apresentam reação alérgica da pele ao contato com o alho. Quem sofre de hipotensão (deficiência de tensão nervosa ou sanguinea) deve ser cauteloso com seu uso, porque pode ocorrer uma queda abrupta na pressão arterial.

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