Ataque cardíaco devido à aterosclerose – vídeo

Ataque cardíaco é a denominação popular dada ao infarto agudo do miocárdio. Ocorre quando é bloqueada parte do fluxo de sangue que chega ao coração; sem suprimento adequado de sangue o tecido do músculo cardíaco começa a morrer (necrose). Esse bloqueio normalmente ocorre devido à doença chamada aterosclerose: formação de placas de gordura na parede de vasos sanguíneos e artérias diminuindo progressivamente seus diâmetros e, em alguns casos, obstruindo-os totalmente.

Os sintomas mais comuns de um ataque cardíaco são desconforto ou dor no peito (referida por alguns infartados como opressão, peso ou queimação) que podem irradiar-se para o pescoço, mandíbula, braços, costa. Tais sintomas podem durar alguns minutos (superior a 20 minutos) ou serem intermitentes. Náuseas, vômito, tontura, suor e palidez são bastante comuns também.

Quanto mais rápido o tratamento menor o dano ao coração. Em caso de suspeita de ataque cardíaco uma ambulância deve ser chamada imediatamente. Muitas pessoas se recuperaram do ataque cardíaco e levam uma vida normal devido à velocidade do atendimento médico.



Mais da metade das pessoas que sofrem ataque cardíaco são classificadas pelos médicos como pessoas de médio ou baixo risco. Mais da metade das mortes resultantes do ataque cardíaco acontecem na primeira hora após o início dos sintomas. Um em cada 25 pacientes com alta hospitalar após o ataque morre no primeiro ano.

Abaixo temos um vídeo mostrando a aterosclerose e sua contribuição para um ataque cardíaco:

Aterosclerose–principal causa dos ataques cardíacos

O que realmente acontece em um ataque cardíaco

O infarto é o processo que leva a morte de parte do músculo cardíaco. Logo após essa morte começa a cicatrização do tecido morto e a readaptação da parte viva do coração as necessidades do corpo. Na melhor situação o processo de cicatrização estará completo em alguns meses e a pessoa poderá levar uma vida normal. O problema é quando surgem as complicações pós infarto, que são doenças decorrentes dele.

As complicações variam desde a morte súbita até uma vida normal após o infarto. Algumas delas são:

  • choque cardiogênico;
  • arritmias cardíacas;
  • insuficiência cardíaca;
  • aneurisma cardíaco;
  • Peri cardiopatias (“pericardite”);
  • etc

Na ausência de atendimento e retomada adequada do fluxo sanguíneo, 50% da massa miocárdica em risco sofre necrose na primeira hora e 70% em 3 a 4h



Quanto mais rápido o atendimento após o ataque cardíaco menor o dano ao coração e menor a probabilidade de complicações pós infarto.

Fatores associados ao risco de sofrer um ataque cardíaco

O infarto é a principal causa mortis nos países mais desenvolvidos e tem associação tanto com o estilo de vida da pessoa quanto o histórico familiar (genética) e a idade.

Os principais fatores de risco de ataque cardíaco associados ao estilo de vida da pessoa são o fumo, pressão alta, diabetes, colesterol LDL elevado e HDL baixo, bem como colesterol total elevado, excesso de peso, sedentarismo e uso de drogas. Esses fatores podem ser mudados ou controlados !

Já os fatores que não podem mudados estão associados ao histórico familiar (genética) e idade da pessoa:

  • aumento de risco se o pai ou um irmão tiver doença arterial coronariana antes de 55 anos;
  • aumento de risco se a mãe ou uma irmão tiver doença arterial coronariana antes de 65 anos;
  • aumento de risco para homens a partir de 45 anos;
  • aumento de risco para mulheres a partir dos 55 anos (ou após a menopausa).

Salvo em poucos casos especiais, não é necessário fazer exames caros para avaliar o grau de risco de um ataque cardíaco: uma pesquisa do histórico familiar, exames laboratoriais simples e avaliação física são suficientes

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