Carboidratos, energia para nosso organismo

Popularmente conhecidos como açúcares, os carboidratos, ou glícídios, são compostos químicos de carbono, oxigênio e hidrogênio e representam uma das mais importantes fontes de energia do organismo humano.

Os aproximadamente 75 trilhões de células vivas que formam o nosso corpo têm de ser continuamente alimentadas, de modo a receberem energia, sob a forma de açúcar contido no sangue: a glicose. Porém, os alimentos que contêm carboidratos, deverão primeiro ser decompostos pelas enzimas digestivas, até se converterem em glicose, só então penetrando na corrente sanguínea.

Os carboidratos simples (mono e olígossacarídeos) são moléculas duplas ou simples de açúcares que requerem pouca ou nenhuma digestão. Penetram rapidamente no fluxo sangüíneo e são transportados para todo o organismo, aumentando os valores de concentração de açúcar no sangue – a glicemia – e sinalizando ao pâncreas que deve produzir insulina.

É este importante hormônio que evita a acumulação excessiva de açúcar na corrente sangilinea e que garante que as necessidades de glicose sejam supridas.

A frutose, o açúcar da fruta, constitui um exemplo de carboidrato simples, assim como a sacarose da cana-de-açúcar. Este tipo de carboidraro é, normalmente, essencial para a sobrevivência das células cerebrais e dos glóbulos vermelhos. Parte da energia liberada é consumida imediatamente pelas células, mas a restante é armazenada, principalmente no figado e nos músculos, para ser utilizada quando o organismo necessitar.

Os carboidratos complexos (polissacarídeos), por seu lado, são constituídos por longas cadeias de moléculas de açúcar, que têm de ser decompostas pelas enzimas digestivas em moléculas simples, antes de poderem ser absorvidas pelo sangue. O leite e os alimentos farináceos – como as farinhas, as batatas, o pão, o arroz, as massas, o feijão, o grão, as ervilhas, as favas etc. – contêm este tipo de açúcar.

Neste último caso, e uma vez que a digestão demora algumas horas, a glicose é lentamente liberada no organismo. Consequentemente, a insulina também é liberada gradualmente, à medida faz falta ao metabolismo, permitindo que o sangue regule e equilibre os seus níveis de açúcares.

A forma demorada como ocorre este processo permite ao organismo conservar os níveis de energia elevados durante períodos de tempo mais prolongados, suprimindo a sensação de fome que, como se sabe, é um aviso provocado por uma queda significativa dos níveis de açúcar presentes na corrente sangüínea.

A insulina é, portanto, um hormônio fundamental para o bom funcionamento do nosso organismo. Promove a absorção de glicose pelo figado e pelas células musculares, sendo convertida em energia. A sua falta, ou deficiência, pode provocar graves alterações no aproveitamento dos carboidratos, das gorduras e das proteínas, os nossos principais combustíveis nutricionais.

A manutenção prolongada de altos níveis de açúcar no sangue, devido a uma deficiência no metabolismo – a hiperglicemia – pode, se não for tratada convenientemente, provocar sérios problemas de saúde no sistema cardiovascular e nervoso, no aparelho urinário, na visão e nos membros inferiores. A diabetes, uma doença crônica muito grave, é caracterizada pela existência de níveis muito elevados de açúcar na corrente sangüínea.

Dicas sobre carboidratos

Tente reduzir o consumo de carboidratos refinados – açúcares, bolos e chocolates, entre outros -, substituindo-os por outras alternativas (como os adoçantes, por exemplo) e opte, sempre que possível, pelos carboidratos complexos. Uma vez que a função dos carboidratos também é fornecer energia ao organismo (à semelhança do que acontece com os nutrientes essenciais restantes), um consumo excessivo de açúcar poderá, facilmente, causar cáries dentárias e se transformar em obesidade.