Cirurgia de redução de estômago não dispensa reeducação alimentar

A cirurgia para a redução do estômago nem sempre traz o resultado desejado. Quando não acompanhada da reeducação alimentar, a redução do estômago por intervenção cirúrgica pode trazer problemas como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Especialistas têm alertado pacientes que estão engordando propositalmente para alcançar a obesidade mórbida no intuito de realizarem a cirurgia de graça pelo SUS. A atitude é perigosa para a saúde e não é garantia de um corpo magro para o resto da vida. O ideal continua sendo a educação alimentar adequada e a prática de exercícios físicos.

Complicações pós-cirurgia de redução de estômago

Cinco anos ou mais após o procedimento cirúrgico, alguns pacientes apresentam um considerável ganho no peso e distúrbios como alcoolismo, bruxismo e bulimia, além do aumento excessivo de cáries e dentes quebradiços. Essas complicações podem estar associadas à troca de uma compulsão por outra. A operação não é o fim do tratamento, afirmam pesquisadores.

Segundo informações levantadas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, onde há vários anos são acompanhadas pessoas que fizeram a cirurgia de redução de estômago, 13,2% dos pacientes voltam ao estado de obesidade mórbida e apenas 7,84% mantêm o peso ideal. Os demais apresentam ganho de peso entre dez e vinte quilos.

Acompanhamento de rotina após cirurgia de redução de estômago

É importante ressaltar que os pacientes devem fazer exames bioquímicos rotineiramente para a identificação de possíveis deficiências nutricionais. Eles também necessitam de acompanhamento psicológico, a fim de evitar que novos episódios de compulsão alimentar reapareçam – fato determinante para a obesidade.

Os retrocessos na perda de peso se dão pelo fato de o estômago operado manter a capacidade de dilatamento mesmo após a cirurgia, podendo expandir o tamanho normal em até quatro vezes se o paciente continua comendo em excesso. Por isso, a pessoa submetida à operação de redução de estômago precisa do acompanhamento de uma equipe multidisciplinar por alguns anos após a operação.

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