Cirurgia plástica, aprenda a escolher um médico para fazer com confiança

Fazer uma cirurgia plástica atualmente é sonho de muitos homens e mulheres. Seja para atenuar o efeito do envelhecimento ou então para melhorar alguma característica de nascença, mais e mais pessoas cogitam fazer uma plástica.

Devido ao aumento da procura por esse tipo de cirurgia, houve um grande crescimento do número de médicos voltados para a área. Mas não necessariamente todos são indicados para realizar uma cirurgia.

Veja aqui como escolher um bom profissional e fazer a cirurgia plástica com confiança.

Escolha bem o cirurgião plástico

Esta é a etapa mais importante do processo – saber nas mãos de quem você vai se entregar. Dados do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) revelam que cerca de 97% dos médicos que respondem a processos éticos-profissionais relacionados a cirurgias plásticas e procedimentos estéticos não possuem título de especialista na área. Para saber se o profissional é habilitado, ligue para a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e consulte pelo nome do médico. “Os planos de saúde, hospitais e o SUS exigem o título quando contratam um profissional, o que traz segurança. Porém, quando a pessoa se consulta com alguém particular acaba ficando refém da situação e pode se submeter a uma cirurgia com um médico não habilitado”, explica o cirurgião plástico Ruben Penteado, que dirige o Centro de Medicina Integrada, em São Paulo.

Não acredite apenas em propagandas

A publicidade médica irregular é a infração mais recorrente nos processos analisados pelo Cremesp. Essa prática abrange a exposição de pacientes (mostrando o “antes” e “depois”), a divulgação de procedimentos sem comprovação científica, anúncios em quiosques de shoppings e promoções onde o prêmio é uma cirurgia plástica, consórcios e crediários para realização do procedimento. “Ao se deparar com anúncios que prometem maravilhas e facilidades, o paciente deve ficar alerta. A cirurgia plástica não pode ser oferecida como uma vantagem, uma bagatela, um grande negócio… Ela é uma operação como outra qualquer, com riscos. Você escolheria num quiosque de shopping um cirurgião cardiovascular para operar o seu coração?”, questiona o Dr. Ruben Penteado.

Lipoaspiração não é indicada para todo mundo

Quem acha que vai emagrecer aspirando a gordura está redondamente enganado. A indicação da lipo é para remodelar o contorno corporal após o emagrecimento. Sendo assim, é ideal para quem está próximo de seu peso ideal. “Para garantir a segurança do procedimento é preciso que a cirurgia seja feita sempre em ambiente cirúrgico – um hospital ou uma clínica muito bem equipada, preparada para qualquer intercorrência”, ressalta o Dr. Penteado. O médico ainda lembra que a propaganda enganosa confunde o paciente e acaba comprometendo a sua escolha: minilipo, lipinho, lipo light… é tudo a mesma coisa – nem mais e nem menos. “As pessoas querem mascarar o procedimento para esconder os riscos. Lipoaspiração é sempre lipoaspiração, com os seus riscos e benefícios”, afirma o cirurgião plástico. Tem mais: os profissionais sérios desaconselham fazer várias lipos de pequeno porte por ano, pois aumenta a exposição aos riscos e os vários pós-operatórios comprometem a saúde.

Cirugia plástica na clínica ou no hospital?

Uma dúvida muito comum em relação à plástica é se ela pode ser feita em clínica. Na verdade, o local onde o médico decide operar depende do tipo de procedimento a ser realizado e do estado de saúde do paciente. De acordo com a legislação do Ministério da Saúde (fiscalizado pelos Conselhos de Medicina e pela Vigilância Sanitária), tanto as clínicas de cirurgia quanto os hospitais estão habilitados para executar a plástica e também para prestar o pronto-atendimento de urgência no caso de complicações. Os órgãos regulatórios são severos na fiscalização rotineira de acordo com o risco oferecido pela atividade, observando as exigências relativas à estrutura física, equipamentos, profissionais e contratos de prestação de serviços com terceiros. Vale lembrar que nenhuma clínica ou hospital é obrigado a manter uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas o Ministério da Saúde requer das empresas que atuam nesse ramo pelo menos um pacto com prestações de serviços de pronto-atendimento de urgência para casos de complicações. “A obrigação é oferecer o pronto-atendimento, não importa se próprio ou de terceiros. Quando a clínica ou o hospital não dispõem de UTIs, há os contratos com empresas que prestam o serviço de apoio móvel”, diz o Dr. Ruben Penteado.


Fonte: Terra, Andrea Soares, 07/03/2010

One thought on “Cirurgia plástica, aprenda a escolher um médico para fazer com confiança

Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*