Câncer de mama é pouco descoberto no início

Entre as mulheres diagnosticadas com câncer de mama, 45,3% descobrem a doença em estágio avançado e apenas 10,9% ficam sabendo da doença no início, quando a chance de cura é maior.

Além disso, as pacientes que se tratam pelo Sistema Único de Saúde (SUS) precisam esperar 188 dias, em média, entre o diagnóstico e a cirurgia – tempo que cai para 15 dias se a pessoa tiver plano de saúde.

O oncologista Ricardo Caponero, presidente do conselho científico da Femama, defende que o País aumente o investimento em saúde. "A Organização Mundial da Saúde recomenda 10% do PIB. O Brasil investe entre 2% e 3%", disse. Ele ressaltou também que aumento de recursos permitiria a oferta de medicamentos de ponta, aos quais as pacientes do SUS ainda não têm acesso.

Caponero citou o caso da vacina trastuzumab, que inibe a proteína presente em 20% dos casos de câncer de mama e é responsável pela evolução mais agressiva da doença. O medicamento, que custa R$ 7,5 mil por mês, é garantido pelos planos de saúde, mas não pelo SUS.

"Esse remédio melhora em 50% as chances de cura, é aprovado pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e está disponível desde 2001, mas infelizmente não é oferecido em toda a rede pública", destacou o oncologista.


Fonte: estadao.com.br, Clarissa Thomé, 05/10/2010, adaptado

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