Câncer de pênis: um câncer agressivo e descuidado pelo homem

O câncer de pênis é raro mas bastante agressivo e ainda existem muitas dúvidas sobre os agentes que podem desencadeá-lo. Existem poucas pesquisas a respeito desse tipo de câncer pois nos países onde existem os centros de pesquisa mais avançados a incidência dele é baixa devido às melhores condições de higiene e informação da população. Uma  das certezas é que a falta de higiene está relacionada a maior incidência do câncer de pênis.

No Brasil o câncer de pênis representa cerca de 2% cânceres da população masculina e é cinco vez mais frequente nas regiões Norte e Nordeste em relação ao Sul e Sudeste. Devido a má higiene pessoal, na regiões com mais incidência o número de homens com câncer de pênis pode superar o com câncer de próstata e de bexiga.

Cerca de 65% dos casos ocorrem com homens entre 40 e 70 anos de idade

Diagnóstico tardio do câncer leva à amputação do pênis

Esta não é uma doença com mortalidade rápida. Os homens costumam sofrer muito e demoram para procurar ajuda médica por vergonha de mostrar o pênis, medo do diagnóstico e medo da amputação, agravando ainda mais o problema.

A amputação, parcial ou total, é um dos últimos recursos usados pelos médicos para salvar a vida do paciente. Dependendo do estágio da doença, até mesmo os membros inferiores acabam sendo amputados.

No entanto, se diagnosticado cedo, as chances de cura são grandes e pequena a possibilidade de amputação parcial ou total do pênis. Para isso, é necessário que o homem procure e converse com seu urologista toda vez que aparecer uma ferida, principalmente indolor. Feridas e úlceras podem ser uma DST, mas quando não cicatrizam, podem ser câncer.

O maior problema do câncer de pênis é quando atinge o sistema linfático e a barriga tornando necessária a cirurgia para a retirada dos gânglios comprometidos.

Se o câncer não for tratado, ele pode levar à morte em dois anos.

Urologista explicando o câncer de pênis

Reação psicológica ao câncer de pênis

A reação dos homens quando sabem que precisarão amputar o pênis é muito ruim. O diagnóstico costuma ter mais impacto do que o do câncer ou da possibilidade de morrer. Eles encaram como a morte de sua sexualidade e de sua função como homem. Muitos escondem de toda a família, dividindo a amputação apenas com a esposa.

Além disso, não é possível a colocação de implantes penianos, levando muitos pacientes a quadros mais depressivos do que o diagnóstico do câncer.

 

Sintomas do câncer de pênis

O principal sintoma do câncer de pênis é a presença de uma ferida na pele, na glande 9cabeça) do pênis. Costuma ser uma ferida pouco dolorosa e por isso se diferencia das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis, como herpes, sífilis, gonorréia, etc.). A ferida característica do câncer é mais maior e menos dolorida que as provocadas por DSTs além de demorar ais em cicatrizar.

 

Como é feito o diagnóstico do câncer de pênis

O diagnóstico do câncer de pênis em geral é clínico, obtido através do exame do urologista. A confirmação é feita pela biópsia, retirando-se uma amostra do tecido atingido e sua analisando-o no laboratório.

 

Tratamento do câncer de pênis

O tratamento do câncer de pênis é decidido pelo médico em função do seu estágio.

Pode-se optar por tratar com medicamentos aplicados no local (apenas para estágios muito iniciais) radioterapia, cirurgia, amputação parcial ou total do órgão. O recurso da quimioterapia é menos freqüente e depende da presença de metástases e outras variáveis.

No caso do câncer ter atingido o sistema linfático, a cirurgia para extração dos gânglios afetados é necessária.


Fonte: boasaude.uol.com.br

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