Câncer de próstata, incidência aumenta com a idade

A próstata é uma glândula singular no homem: quando novo, ela tem a nobre função de alimentar e manter vivos os espermatozoides e com isso permitir que a raça humana sobrevive no planeta. No entanto quando o homem alcança uma certa idade ela começa a trazer preocupações pois pode resultar em um tumor de próstata…

Estatísticas apontam que o câncer de próstata surge em cerca de 10% dos homens com 50 anos, 30% daqueles com 70 anos e 100% dos que chegarem aos 100 anos de idade. Na verdade, alguns médicos afirmam que quando fazem uma necropsia em homens que morrem com com idade entre 61 e 70 anos que faleceram sem câncer de próstata aparente revela focos do tumor em 24% deles. Contudo, apenas 11% deles apresentam, em vida, manifestações clínicas relacionadas com o câncer.

Isso ocorre porque o câncer de próstata tem como característica uma evolução silenciosa em sua fase inicial. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes ao crescimento benigno da próstata (dificuldade miccional, freqüência urinária aumentada durante o dia ou a noite). Outros mais preocupantes são a presença de sangue na urina e dor ou queimação ao urinar. No entanto, a presença de um ou mais desses sintomas não significa que você esteja com câncer de próstata pois várias outras doenças tem sintomas semelhantes. Apenas indica que você precisa procurar um médico.

Diagnosticando precocemente o câncer de próstata, as chances de cura aumentam muito.

Fatores de risco para o câncer de próstata

  • Idade acima dos 50 anos: 80% dos casos ocorrem em homens a partir desta idade.
  • Raça negra: A doença tem maior incidência na raça negra
  • Alimentação inadequada: Dieta rica em gorduras e pobre em vegetais e frutas baixam as defesas do corpo contra o câncer. Algumas substâncias como os licopenos, encontradas nos tomates e melancias e o mineral selênio, diminuem os riscos da doença. Por isso é importante um dieta rica em vegetais e frutas;
  • Vida sedentária: A falta de exercícios físicos regulares e o peso acima do normal, aumentam os riscos.
  • Hereditariedade: Se algum parente próximo tiver câncer duplica sua chance de desenvolver um.

Quando começar a verificar a presença do câncer de próstata

  • Com 50 anos, se você não for negro e não tiver caso de câncer na família
  • Com 40 anos, se você for negro ou tiver caso de câncer na família
  • Antes dos 40 anos, somente se você tiver sintomas

Como o médico verifica a presença de um câncer de próstata

Os exames para verificar a presença de um câncer de próstata são os seguintes:

  • toque retal
  • o exame de PSA (antígeno prostático-específico)
  • o exame de ultra-sonografia transretal

O toque retal é essencial, apesar de ainda haver muito preconceito entre os homens. Apenas o exame de PSA não é suficiente para detectar um câncer de próstata.

Se eu tiver um câncer de próstata, quais as opções de tratamento?

Existem 4 opções de tratamento para o câncer de próstata e elas dependem da evolução dele:

  • apenas observação: Opção para homens de idade avançada, com câncer confinado na próstata e de crescimento lento. Através de exames periódicos de PSA o médico irá acompanhar a evolução do caso.
  • Cirurgia: a retirada de toda a próstata (prostatectomia radical) é indicada para os tumores de próstata malignos iniciais restritos à próstata, que ainda não tenham infiltrado a cápsula prostática (camada externa) ou órgãos adjacentes como bexiga, uretra, musculatura perineal, reto e vesículas seminais.
  • Radioterapia: expõe as áreas cancerosas à pequenas quantidades de radiação, exterminando o câncer. É mais utilizada em tumores avançados que não tenham condições de serem removidos pela cirurgia ou mesmo casos iniciais em que o paciente não tenha condições clínicas mínimas de ser operado, devido a debilidade do seu estado de saúde;
  • Terapia Hormonal: utiliza medicamentos para bloquear a produção de hormônios masculinos e desacelerar o crescimento do câncer. É mais eficaz quando utilizada em combinação com a radioterapia, em casos já avançados.

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