Correr pode ajudar mulheres com osteoporose

Mulheres com osteoporose podem encontrar na corrida a força necessária para se manterem saudáveis. veja os cuidados necessários

Muito já foi falado sobre a corrida como prevenção à osteoporose. No entanto, quando a doença está instalada, a prática do exercício não deve ser abandonada sob a desculpa da fragilidade. Ao contrário, estudos mostram que atividades de impacto e musculação podem gerar um aumento de até 40% da massa óssea, sendo indicadas como complemento ao tratamento.

As mulheres devem ser as mais interessadas, já que 80% dos casos ocorrem com o sexo feminino, principalmente em razão da queda de estrogênio após a menopausa, responsável pela atrofia do tecido esquelético, que caracteriza a doença.

No entanto, essas mulheres devem ter atenção redobrada em relação à periodicidade, intensidade e volume do treinamento. “Os objetivos devem ser atingidos a longo prazo para evitar o overtraining e possíveis fraturas por estresse”, diz a treinadora do Projeto Mulher, Cristina de Carvalho. Alberto Frisoli Jr, geriatra da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), pondera que tudo dependerá do nível de osteoporose da corredora.

Um trabalho de condicionamento físico pode e deve ser associado à corrida para garantir uma estrutura muscular firme e evitar sobrecarga demasiada na estrutura óssea fragilizada pela doença. “O recomendado são exercícios de força moderados, priorizando mais a repetição do que a sobrecarga e o impacto”, orienta o geriatra Frisoli Jr. A receita é individual, ou seja, dependerá do diagnóstico médico pessoal de cada corredor.

Para manter em dia a saúde dos ossos:

  • Dieta balanceada e rica em cálcio e em vitamina D;
  • Exercícios de impacto moderado;
  • Estilo de vida saudável, sem fumo nem álcool excessivo;
  • Conversar sempre com seu médico e fazer testes de densidade óssea periodicamente.

Exame de densiometria óssea

Segundo a National Osteoporosis Foundation, 95% dos adultos que quebram ou fraturam algum osso são tratados sem nenhuma avaliação sobre osteoporose.

Segundo o geriatra da Unifesp Alberto Frisoli Jr, o exame de densitometria óssea deve ser feito por mulheres jovens que têm interrupção ou alterações menstruais significativas, doenças ósseas ou que são tabagistas, antes de um início na prática de atividade física. Após a menopausa, o exame deve ser feito a cada dois anos.

Reposição hormonal

Um estudo feito no Centro de Estudos do Climatério, na Flórida, mostrou que a reposição hormonal previne a perda óssea de forma mais eficaz do que o cálcio ou o trabalho de musculação. Porém a combinação de reposição hormonal, musculação e suplementação de cálcio é mais eficaz no aumento da densidade óssea do que a terapia hormonal sozinha. O exercício não é substituto da reposição hormonal, mas pode ser um importante adjunto no mecanismo de prevenção da osteoporose.

Dieta rica em cálcio

Mulheres com osteoporose devem ingerir no mínimo 1.200 mg de cálcio por dia – na menopausa, essa dose sobe para 1.500 mg. As fontes principais ainda são o leite e seus derivados, mas é possível encontrá-lo em frutas e folhas verde-escuras. Para estimular a absorção do mineral no intestino, é importante aumentar o consumo também da vitamina D, presente em alimentos como atum, salmão e gema de ovo. Da mesma forma, devem ser evitados a cafeína e refrigerantes, pelo prejuízo na absorção de cálcio (confira abaixo a dosagem de alguns alimentos).
Segundo a nutricionista Heloísa Guarita, grandes quantidades de cálcio podem inibir a absorção de ferro. Por isso, dê preferência à ingestão de leite e derivados (quatro porções por dia) nos lanches e cafés da manhã


Fonte: O2 por minuto, 12/03/2010

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