Corrida e Pilates, tudo a ver

O Pilates vem conquistando a cada dia mais adeptos devido aos benefícios que traz ao corpo. E para o corredor, praticar o Pilates fortalece o abdômen e oxigena os músculos de forma eficiente, aumentando o rendimento.

O treinamento do corredor moderno deve dosar prática, descanso, dieta saudável e Pilates. Isso mesmo: muitos corredores estão descobrindo no método uma forma de obter fortalecimento muscular.

Engana-se quem acredita que os exercícios são leves, pelo contrário – o Pilates trabalha equilíbrio, força e resistência, podendo ser um substituto para aqueles que não gostam de musculação.

A modalidade é considerada uma importante atividade complementar para a corrida e tem eficiência comprovada. Pelo fato de trabalhar a região do core, conjunto de músculos abdominais e dorsais que controlam o centro de gravidade do corpo, tão importante na corrida, o Pilates estabiliza a coluna lombar e, consequentemente, influencia o posicionamento e movimentação dos membros inferiores e superiores.

“O fortalecimento pélvico implica em um movimento mais efetivo de pernas e braços durante as passadas, aprimorando o desempenho”, afirma Letícia Toledo, coordenadora técnica da Pilates StudioFit.

O fortalecimento da musculatura, juntamente com o controle respiratório profundo realizado no Pilates, também permite uma melhora na postura, o que evita desequilíbrios musculares. “A boa respiração fabrica menos ácido láctico e proporciona um duplo benefício para o corredor: a diminuição da dor muscular e o aumento do rendimento”, enfatiza a coordenadora.

O Método Pilates é um excelente complemento a corrida

Vale lembrar que, na corrida, tanto o atleta profissional como o amador não estão a salvo de lesões, principalmente nos membros inferiores. Entre os problemas mais comuns estão tendinites, bursites e distensões. Melhor do que tratá-las é preveni-las e, para isso, o Pilates pode ser utilizado como uma ferramenta de precaução.

A consciência corporal adquirida, somada a uma estrutura musculoesquelética preparada, permite a execução de ações rotineiras sem causar dor. Os exercícios em uma aula de Pilates visam a qualidade do movimento e, diferentemente da musculação, o número de repetições e o seu resultado não estão relacionados.

Depois da corrida, é o momento de descansar e, mais uma vez, o Pilates pode ajudar o atleta. Estudos apontam para a importância da recuperação ativa e a realização de atividades de baixo impacto para restabelecer as reservas de glicogênio e eliminar o ácido lático produzido. “Com o Pilates, após o treino, esse ácido lático fabricado passa a ser queimado ao reagir com o oxigênio aspirado”, complementa Letícia.

A professora acrescenta que a prática do Pilates é recomendada duas ou três vezes por semana, dependendo apenas da disponibilidade da pessoa, e é vital o acompanhamento de um profissional da saúde.


Fonte: runnersworld.abril.com.br,

Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*