Dieta e exercícios físicos feitos sem cuidados podem levar ao efeito sanfona

No verão, a busca pelo corpo perfeito intensifica-se. A preocupação com o porte físico esbelto leva muitas pessoas a buscar o emagrecimento nos locais errados – fato que foi comentado por Armindo Rosa, médico

“Quando se aproxima o verão, aumenta muito a busca pelos exercícios e dietas, e perde-se o controle: não se sabe mais como e qual exercício fazer, e faz-se em excesso. Muitas vezes eles não são benéficos, podem até trazer algum resultado, mas são em vão. As pessoas buscam resultados instantâneos, e não pensam em longo prazo. O excesso é tão ruim quanto o sedentarismo”, garantiu Armindo. Além dos exercícios em excesso – que podem trazer danos musculares e lesões, o uso de substâncias como anfetaminas e anabolizantes também aumentam nessa época.

Apesar da necessidade de prescrição médica para utilização de medicamentos para perder peso, nem sempre isso acontece. A venda de produtos ilegalmente ainda acontece, e é preocupante. “Não é simplesmente usar substâncias que são discutidas, analisadas, e não são liberadas para compra direta. Assim como podem trazer riscos, podem beneficiar, mas devem ser utilizadas com orientação, caso contrário, não vão trazer bons resultados”, explicou o médico.

O resultado disso é o efeito sanfona, onde a pessoa emagrece e engorda por muito tempo sem conseguir estabilizar o peso. “O que buscamos é um tratamento que tenha junto ao medicamento, no tratamento de nutrição, um tratamento psicológico em que o paciente se adapte melhor para se manter magro”, disse, lembrando que algumas vezes as pessoas não se sentem bem com a situação ou medicamentos e acabam engordando.

Outro motivo grave que leva milhares de pessoas a buscar a perda de peso é a frustração na compra de roupas, segundo o médico. Ele explicou que a falta de uma padronização na numeração causa um estrago no psicológico das pessoas muito maior do que se pensa. “Trabalho muito com o termo erotismo desenfreado do consumismo. Isso porque você pode chegar numa loja e pedir uma roupa de um número que é de costume e esse não servir. Não existe ainda uma numeração universal, varia muito de acordo com a fábrica e isso cria um problema psicológico inconsciente, uma psico-adaptação devastadora. A pessoa vai procurar o que estiver na frente para tomar e emagrecer, mesmo que não precise, para se adaptar a esse corpo ideal que não existe”, afirmou. Apesar de uma lei já estar em processo de implementação – a Lei das Etiquetas – , ainda não se vê nas lojas essa universalização na modelagem.


Fonte: Diário de Teresópolis, 22/02/2010

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