Doença celíaca, sinais, sintomas e alimentação

A doença celíaca ocorre pela intolerância alimentar ao glúten, proteína presente em alimentos como trigo, aveia, centeio, cevada e malte.

Essa doença acomete indivíduos geneticamente suscetíveis, sua ocorrência em mais de um integrante da família foi descrita há mais de 50 anos, e estudos posteriores de amostras de biópsia de intestino delgado de parentes de primeiro grau corroboraram a evidência de que fatores genéticos podem influenciar na suscetibilidade desta doença.

A incidência média encontrada foi de um caso para cada 1.000 nascidos na Europa e é comparável com a verificada na América do Sul. Nos Estados Unidos, a dimensão do iceberg da doença celíaca é semelhante à dos europeus; no entanto, a porção visível do mesmo parece ser menor, pois a maior parte parece estar submersa.

A associação com outras doenças de base imunológica apoia a teoria etiopatogênica de uma resposta imunológica alterada, tanto da imunidade celular, quanto da humoral.  Geralmente aparece na infância, nas crianças com idades entre 1 e 3 anos, mas pode surgir em qualquer idade, inclusive em adultos.

Sinais e sintomas da doença celíaca

  • Diarreia crônica, dura mais do que 30 dias;
  • Prisão de ventre;
  • Anemia;
  • Falta de apetite.;
  • Vômitos;
  • Emagrecimento;
  • Atraso no crescimento
  • Irritabilidade ou desânimo;
  • Distensão abdominal
  • Dor abdominal
  • Perda de peso ou pouco ganho de peso
  • Osteoporose.

O médico após colher o histórico solicitará exames especializados para avaliar a absorção da D.Xilose e dosagem de gordura nas fezes, assim como dosagem de anticorpos antigliadina, antiendomíseo, e antitransglutaminase, porém é absolutamente necessária a realização da BID (Biópsia do Intestino Delgado), para estabelecer o diagnóstico da doença celíaca, a qual deve ser obtida, preferencialmente, da junção duodeno-jejunal.

Mais informações sobre a doença celíaca

O único tratamento é uma alimentação sem glúten por toda a vida. Qualquer quantidade de glúten, por mínima que seja, é prejudicial para o celíaco.

Leia com atenção todos os rótulos ou embalagens de produtos industrializados e, em caso de dúvida, consulte o fabricante. A Lei Federal nº 10.67, de 2003, determina que todas as empresas que produzem alimentos precisam informar obrigatoriamente em seus rótulos se aquele produto "contém glúten" ou "não contém glúten".

Não use óleos onde foram fritos empanados com farinha de trigo ou farinha de rosca (feita de pão torrado).

Não engrosse pudins, cremes ou molhos com farinha de trigo.

Tenha cuidado com temperos e amaciantes de carnes industrializados, pois muitos contêm glúten.

Não utilize as farinhas proibidas para polvilhar assadeiras ou formas.

Dermatite herpetiforme é uma variante da doença celíaca, onde a pessoa apresenta pequenas feridas ou bolhas na pele que coçam (são sempre simétricas, aparecendo principalmente nos ombros, nádegas, cotovelos e joelhos). Também exige uma alimentação sem glúten por toda a vida.

Na escola nunca separe a criança celíaca dos demais colegas na hora das refeições.

O celíaco pode e deve fazer os mesmos exercícios que seus colegas.

Existem celíacos que são diabéticos. Portanto, sua alimentação não deve conter glúten e nem açúcar.

Existem celíacos que têm intolerância à lactose. Portanto, sua alimentação não deve conter glúten, nem leite de vaca e seus derivados.

Alimentos permitidos para os portadores da doença celíaca

  • Cereais: arroz, milho.
  • Farinhas: mandioca, arroz, milho, fubá, féculas.
  • Gorduras: óleos, margarinas.
  • Frutas: todas, ao natural e sucos.
  • Laticínios: leite, manteiga, queijos e derivados.
  • Hortaliças e leguminosas: folhas, cenoura, tomate, vagem, feijão, soja, grão-de-bico, ervilha, lentilha, cará, inhame, batata, mandioca e outros.
  • Carnes e ovos: aves, suínos, bovinos, caprinos, miúdos, peixes, frutos do mar.

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