Drogas para cura da depressão levam ao uso cada vez maior de… drogas para depressão

Quando um antidepressivo como o Celexa aumenta os níveis de serotonina nas sinapses, ele estimula mudanças compensatórias por meio de um processo chamado feedback negativo. Em reação aos altos níveis de serotonina, os neurônios que a secretam liberam menos dela, e os neurônios pós-sinápticos tornam-se insensíveis a ela. Na verdade, o cérebro está tentando anular os efeitos da droga.

Depois de várias semanas de drogas psicoativas, os esforços de compensação do cérebro começam a falhar e surgem efeitos colaterais que refletem o mecanismo de ação dos medicamentos. Antipsicóticos causam efeitos secundários que se assemelham ao mal de Parkinson, por causa do esgotamento de dopamina (que também se esgota no Parkinson).

À medida que surgem efeitos colaterais, eles são tratados por outros medicamentos, e muitos pacientes acabam tomando um coquetel de drogas psicoativas, prescrito para um coquetel de diagnósticos. Os episódios de mania causada por antidepressivos podem levar a um novo diagnóstico de “transtorno bipolar” e ao tratamento com um “estabilizador de humor”, como Depokote (anticonvulsivo), acompanhado de uma das novas drogas antipsicóticas. E assim por diante.

Largar os remédios é extremamente difícil porque quando eles são retirados, os mecanismos compensatórios ficam sem oposição. Quando se retira o Celexa, os níveis de serotonina caem bruscamente porque os neurônios pré-sinápticos não estão liberando quantidades normais. Da mesma forma, quando se suspende um antipsicótico, os níveis de dopamina podem disparar.

Os sintomas produzidos pela retirada de drogas psicoativas são confundidos com recaídas da doença original, o que pode levar psiquiatras a retomar o tratamento com remédios, talvez em doses mais elevadas.

Tomar drogas para tratar a depressão pode resultar em um ciclo vicioso com o consumo cada vez maior de drogas para tratar a depressão


Fonte: revista Piauí, Marcia Angell

2 thoughts on “Drogas para cura da depressão levam ao uso cada vez maior de… drogas para depressão

  1. O que devo faser agora (…)?
    toda vez fico no quarto, a maioria do tempo daqui onde moro, chove, e fico olhando a janela onde meu pai falava que a chuva Era Deus chorando por que estava muito triste, e lembro disso e me assombro com isso, dias se passaram, e entrei em depressão, abri a gaveta de casa, e encontrei um pino sólido de cocaína, e pesquisei sobre tal assunto, passei uma hora e meia, olhando para aquilo, quando do nada minha namorada chega, e diz com a cara de assustada, – Você, usa isto … sem explicação não pude fazer nada a não ser disser que sim … E tive uma surpresa, ela disse que, usa também, e fui tomar banho, saindo do chuveiro, fui para a cama onde ela estava, e lá estava ela, usando cocaína em minha cama, e sentei do lado dela e disse: eu te amo mesmo assim, ela me abraçou e me ensinou a usar … Disse que fazia aquilo por estar com depressão, eu disse a mesma coisa, seis meses se passaram e ela morreu, me deixando uma carta na estante e um pino, de cocaína… disse na carta que aquele, era para usarmos uma ultima vez, e nunca mais, numa noite fria e prazerosa de Sexo, Drogas, e Rock n Roll, ao parar de chorar, minha avó disse, que tínha uma péssima noticia para mim … Dísse que ia faser uma sirurgia, e se trancou no quarto.
    E como de costume, ábri a jenela e uma garrafa de vinho, sentei na cama que ainda tinha o perfume de Rosa, de minha amada, coloquei a musica : Chopin – Notturno in Do# minore, e tomei vinho numa bela táça, olhando para a foto de minha amada, e jilete me paresse muito atraente agora, meu unico desejo, e morrer, e encontrar minha querida Samantha, nesta ou na proxima vida, simto falta de seu corpo, quente… falar com psicologos, não já funciona mais … meu unico amigo de solidão agora é meu pino, que para mim mais é, uma reliquia da Sam, Oque faser quando se está com depressão… Eis á resposta: Nada, não fassa nada, é muito arriscado fasser algo, qualquer coisa é sinonimo de morte, até seus pensamentos, mais quer saber, sempre tem mais uma pessoa que Voçe ama de coração, converse com ela, quem sabes ela não estás passando por mesmo assunto … não seja que nem eu, e nem se preecupe com migo, eu… jás estou condenado, vou morrer logo logo, não uze drogas, por que a unica coisa que fasso o tempo enteiro és chorar.

  2. Senti na pele um problema de efeitos colaterais e também de dependência química (de um remédio que consta na bula que não causa dependência), o Pondera (na verdade, cloridrato de Paroxetina), e consegui abandonar o uso do remédio postei isso no meu blog. Um detalhe: é um post relativamente recente mas é o mais lido no meu blog, não através de link direto, mas através da ferramenta de busca do Google, na estatística de acessos consta pesquisa sobre o tema “para de tomar pondera”, “como parar de tomar pondera”, “abandonar uso de pondera”, etc…, sendo que muitos acessos são dos Estados Unidos, da Europa, da Russia, China, Alemanha, Fiquei impressionado porque não sabia que havia tanta gente tentando se libertar de um remédio que “não vicia”. Excelente, muito técnico e profissional este blog e o post acima descreve perfeitamente a lama em que são atolados os que recebem tratamentos químicos psiquiátricos. Não sei se aqui seria o lugar certo para perguntar mas não aguento: Será que os laboratórios realmente testaram o cloridrato de paroxina o suficiente?

    http://progcomdoisneuronios.blogspot.com/2011/01/consegui-parar-de-tomar-pondera.html

    Fiquem com Deus.

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