Entendendo os dependentes químicos

Muito se fala na sociedade sobre os dependentes químicos mas existe infelizmente um visão preconceituosa e estereotipada sobre elas que muitas dificulta a adoção de medidas mais eficazes para o tratamento.

Abaixo respondemos os pontos mais estereotipados sobre os dependentes químicos:

O que é a dependência química ?

A dependência química é uma doença ao mesmo tempo mental (obsessão) e física (compulsão). Ela é progressiva e incurável – apenas há a possibilidade de estacioná-la. Ela persiste mesmo quando o dependente não usa drogas. Por isso o tratamento e a mudança do estilo de vida são fundamentais.

A dependência química é hereditária ou adquirida ?

Até o momento nenhum estudo comprovou a origem da dependência química. Por isso é um grande equívoco líderes religiosos falarem que a adoção de uma determinada religião evitaria o vício ou tiraria a pessoa dele. Fuja de qualquer clínica de tratamento de dependentes químicos que insista na adoção de uma religião específica. Isso só cabe ao dependente químico e se ele quiser.

Todo mundo que usa droga é um dependente químicos ?

Existem 3 tipos de usuários de drogas, cada um com um determinado tipo de comportamento em relação a elas.

Você pode ler mais sobre os tipos de usuários no artigo Tratamento de dependentes químicos – os tipos de usuários

Como saber se alguém é dependente químico ?

Todo dependente químico dá sinais claros de sua doença mas o mais importante é o próprio viciado reconheça sua dependência. Admitir que não consegue resistir às drogas é um primeiro e muito importante passo para o tratamento da dependência química.

Quando falamos em drogas devemos ter em mente que “só se ajuda a quem pede ajuda”, por mais que isso nos faça sofrer.

Como funciona a mente de um dependente químico ?

Tentar explicar o funcionamento da mente de um dependente é complicado pois existem enormes variações mas tente imaginar a seguinte situação, sujeita a variações:

  • há uma linda jóia em exposição. O homem normal admira-a, gostaria de tê-la e pensa em comprá-la mas verifica que não tem dinheiro para isso. Por isso vai embora (ele refletiu e agiu: viu que não tinha dinheiro e foi embora). Já o dependente químico, deparando-se com a mesma joia, resolve tê-la de qualquer maneira, não se importando se vai precisar furtá-la ou roubá-la. Somente depois ele irá pensar nos problemas que poderá vir a ter (nesse caso há uma ação sem uma reflexão anterior).

Fonte: providaprojetos.blogspot.com, 09/11/2010

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