Fratura por stress, perigo para mulheres atletas

As fraturas de stress são lesões ósseas causadas por uma sobrecarga onde o local acometido apresenta uma alteração do processo fisiológico de remodelação óssea. Em outras palavras, o osso enfrenta estágios de remodelação natural em resposta às situações de aplicação de carga, durante as quais ocorrem destruição e formação de tecido ósseo. Quando há um desequilíbrio entre estes processos, o tecido entra em fadiga e não consegue se regenerar adequadamente, culminando com o aparecimento das fraturas.

As fraturas de stress resultam de uma sobrecarga cíclica e repetitiva sobre a estrutura óssea e não de eventos traumáticos agudos.

Diversos fatores de risco são considerados predisponentes para o surgimento das fraturas de stress: idade, sexo, raça (brancos são mais suscetíveis do que negros), nível de atividade, nível de condicionamento físico, distúrbios hormonais, desequilíbrios alimentares, características biomecânicas (assimetria de membros inferiores, diminuição da largura da tíbia, valgismo ou varismo de joelhos, pronação dos pés). A modificação súbita nas características do treinamento também pode ser um fator.

A tríade da mulher atleta representa um fator de risco importante para o sexo feminino, cerca de três a 12 vezes maior do que para o homem e caracteriza-se pela presença de distúrbios dietéticos (baixa ingestão calórica, bulimia, anorexia nervosa, administração de diuréticos ou laxativos). Outros fatores são alterações menstruais (oligomenorréia – fluxo menstrual diminuído, ou amenorréia – fluxo menstrual ausente) e osteoporose (diminuição da quantidade de cálcio na matriz óssea).

A tríada da mulher atleta é um fator de risco para fraturas por stress


Fonte: webrun.com.br, Dr. neto, 22/09/2010, adaptado

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