Glaucoma, causas, diagnóstico e tratamento

O glaucoma é uma doença do nervo óptico em que ocorre morte das células responsáveis pela condução da informação captada na retina pelos fotorreceptores para o cérebro.

O glaucoma é uma doença crônica que não tem cura, mas pode ser controlada se tratada adequadamente e de forma contínua.

Características do glaucoma

Geralmente, o paciente não percebe que está com a doença. Em muitos casos, ela se desenvolve lentamente, ao longo de meses ou anos, sem apresentar sintomas.

A doença pode progredir com tanta lentidão que o portador não se dá conta da perda gradual da visão periférica. A visão vai piorando, até que finalmente começa a afetar também o próprio centro do campo visual.

Causa do glaucoma

O glaucoma é causado pelo aumento da pressão intra-ocular, que pode ser originado por um bloqueio do líquido que existe no interior do olho – chamado de "humor aquoso".  Esse aumento da pressão, associado à escassez do líquido leva à perda gradual da visão.

É a principal causa de cegueira irreversível, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atingindo mais de 60 milhões de pessoas em todo o mundo. NO Brasil estima-se em 653 mil os atingidos.

Sintomas do glaucoma

Na maioria das vezes, não existem sintomas, até que boa parte do nervo óptico tenha sofrido dano glaucomatoso.

O que se observa é a constrição do campo de visão e baixa progressiva da visão central. Os sinais não são percebidos pelo paciente e o principal deles é a escavação aumentada da cabeça do nervo óptico.

Diagnóstico do glaucoma

Para a realização do diagnóstico de glaucoma, basicamente o médico deve medir a pressão intra-ocular, avaliar a amplitude do ângulo que a íris faz com a córnea e principalmente, avaliar a cabeça do nervo óptico. Outro exame importante é a paquimetria corneana.

Uma córnea muito fina faz com que o aparelho que mede a pressão (tonômetro) subestime a medida; o contrário também ocorre para as córneas mais espessas (hipertestimando o fenômeno), servindo como um fator de confusão. Por isso é necessário medir a espessura da córnea.

Ao constatar uma suspeita importante, o médico deve caracterizar o problema:

  • a avaliação se faz por meio do campo visual computadorizado (variando o tipo de campo visual na dependência do estádio da doença);
  • por meio da fotografia da cabeça do nervo óptico, que na forma mais correta, deve ser estereoscópica. O paciente deve ter estas avaliações em períodos que vão depender da gravidade do caso.

Tratamento do glaucoma

Embora ainda não haja cura, o glaucoma, na maioria das vezes, pode ser controlado de maneira eficaz. Por tratar-se de doença crônica é necessária observação e tratamento contínuos para manter controlada a pressão intra-ocular.

O tratamento clínico é feito inicialmente com o uso de colírios hipotensores oculares. A terapia com laser pode ser utilizada caso os colírios não sejam capazes de manter os níveis da pressão intra-ocular dentro do esperado. A cirurgia é utilizada como último recurso.

Quanto mais rápido for diagnosticado, menor será o dano causado.

Fatores de risco para o glaucoma

O principal fator de risco é a pressão alta ocular, embora exista glaucoma sem que a pressão ocular esteja elevada. Assim, hipertensão ocular não faz parte da definição do glaucoma.

O problema maior é que a célula ganglionar morre sem causar inflamação (por um processo conhecido como apoptose – morte celular) e não se regenera.

Quando a pressão alta no olho é um componente importante, o que ocorre normalmente é um problema na região de drenagem do líquido que é produzido no olho, chamado de “humor aquoso”.

Quem tem mais risco para desenvolver o glaucoma:

  • pessoas com história familiar de glaucoma;
  • pessoas com pressão intra-ocular elevada;
  • todas as pessoas – principalmente as de origem hispânica – com mais de 60 anos de idade;
  • pessoas com diabetes

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