Impotência sexual, uma doença comum no Brasil

Quase a metade dos homens que procuram atendimento em saúde tem queixas de impotência sexual, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia. A entidade acaba de divulgar dados de uma caravana que fez por 22 cidades, em 13 Estados.

Foram atendidos 9.982 homens, sendo que mais de 80% tinham mais de 46 anos. Do total, 44% disseram já ter tido o problema.

Para o Presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Modesto Jacobino, a incidência da impotência sexual entre a população brasileira surpreendeu. “É um dado preocupante. O problema ainda é visto como algo secundário, de origem psicológica. Mas há outras doenças relacionadas”.

O mais preocupante é que grande parte dos homens que já teve impotência sexual costuma não relatar isso aos médicos. E possível, então, que mesmo altos o percentual de homens com impotência sexual esteja subavaliado.

Causas da impotência sexual

Para acontecer a ereção, além do fator psicológico, são necessárias atividades neurológica, hormonal e vascular. A dificuldade de ereção pode ser consequência de problemas vasculares e metabólicos.

Muitos homens ainda atribuem a impotência apenas a fatores psicológicos quando na verdade ela pode estar relacionado com uma série de outras doenças e problemas.

A impotência sexual é mais comum do que se imagina no Brasil

A hipertensão e a diabetes tem uma grande parcela “da culpa” quando fatores psicológicos não estão associados com a impotência: Muitas consequências de hipertensão e diabetes são irreversíveis e progressivas. Quando a dificuldade de ereção surge, pode ser que a aterosclerose (entupimento de artérias) já esteja avançada.

Cuidado com remédio para cura da impotência sexual sem receita

No levantamento, 22% dos homens já tomaram remédios contra impotência, mais da metade sem prescrição.

Apesar serem vendidos sem receita, esses remédios têm efeitos colaterais e não são eficazes em todos os casos. Podem causar dores de cabeça, vermelhidão na face e visão dupla. “Pessoas com doenças cardíacas graves não podem tomar o remédio. Para diabéticos, a eficácia é de 30% a 40%”, afirma Carlos Márcio Nóbrega de Jesus que é urologista e também professor da Universidade Estadual Paulista.


Fonte: d24am.com

Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*