Incontinência urinária, existe sim possibilidade de melhora

A incontonência urinária, problema que afeta uma entre três pessoas acima dos 60 anos e causa, muitas vezes, constrangimento e afastamento do convívio social, consiste em perda involuntária de urina. Nessa faixa etária, as mulheres são duas vezes mais afetadas, atingindo cerca de 25% das mulheres após a menopausa.

"Mas, ao contrário da crença popular, a doença não é uma consequência normal da idade, embora os músculos do trato urinário possam perder algum tônus quando nós envelhecemos", diz a endocrinologista Yollanda Schrank da DASA, maior empresa de medicina diagnóstica e saúde preventiva da América Latina em termos de receita bruta e população e a quinta maior rede no mundo.

A incontinência urinária pode ser transitória, como em consequência de infecção urinária, constipação intestinal, uso de certos medicamentos, obesidade, desordens psicológicas ou associada à deficiência de estrogênio. Nestes casos, pode haver reversão da incontinência após o tratamento da causa subjacente ou pode haver persistências dos sintomas e até mesmo piora progressiva, caracterizando incontinência persistente. Nas mulheres, também é comum que a incontinência aconteça após o parto ou após cirurgias ginecológicas.

"É importante ressaltar que na maioria dos pacientes a incontinência persistente pode ser melhorada com o tratamento apropriado, seja medicamentoso, comportamental e através de exercícios para a musculatura pélvica e perineal", diz a médica. Em casos extremos, está indicado o tratamento cirúrgico para reparar o mau funcionamento dos músculos ou tecidos do trato urinário.

Na presença de sintomas sugestivos de incontinência urinária um médico urologista deve ser consultado para fazer o diagnóstico da causa e individualizar o tratamento, que pode passar pelo emagrecimento, até a fisioterapia.

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