Leucemia Linfocítica Aguda

A leucemia linfocítica aguda resulta na produção descontrolada de células sanguíneas de características linfóides e no bloqueio da produção normal de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Na maioria das vezes, a causa da LLA não é evidente. Também nestes casos, acredita-se que haja alguma relação com radiação devido ao aumento de casos no Japão pós guerra.

Características da leucemia linfocítica aguda

A leucemia linfocítica aguda desenvolve-se a partir dos linfócitos primitivos que podem se encontrar em diferentes estágios de desenvolvimento. O principal método de classificação é a imunofenotipagem. Também aqui a citogenética é uma metodologia importante.

Na verdade, o tratamento completo da leucemia linfocítica aguda deve levar em consideração a idade do paciente, a imunofenotipagem, a citogenética, a contagem inicial de glóbulos, as condições clínicas e o envolvimento ou não do sistema nervoso, testículos e gânglios.

Sintomas da leucemia linfocítica aguda

Os sinais e sintomas da leucemia linfóide aguda são muito parecidos com os da leucemia mielóide aguda (LMA):

  • cansaço;
  • falta de ar;
  • sinais de sangramento;
  • infecções;
  • febre

Além disso, pode ocorrer aumento de gânglios, inflamação dos testículos, vômitos e dor de cabeça – sugestivos de envolvimento do sistema nervoso.

Diagnóstico da leucemia linfocítica aguda

Também neste tipo de leucemia, o diagnóstico é feito por meio da análise microscópica do sangue e da medula óssea, imunofenotipagem e citogenética.

O envolvimento do sistema nervoso deve ser avaliado através do estudo do líquido da espinha (líquor).

Tratamento da sintomas da leucemia linfóide aguda

O tratamento é realizado com quimioterapia. Os pacientes necessitam ser tratados assim que o diagnóstico é confirmado e o objetivo inicial é a remissão, com restauração da produção normal de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas.

No tratamento da leucemia linfóide aguda, a combinação de várias drogas é utilizada para controle da doença. É importante a escolha adequada do melhor esquema de tratamento e sua seqüência para garantir as melhores chances de cura aos pacientes. Hoje, mais de 70% das crianças com este tipo de doença são curáveis, assim como cerca de 40% dos adultos jovens. No entanto, para melhores resultados deve-se escolher adequadamente o esquema quimioterápico com base na idade, quadro clínico, resultados laboratoriais e resposta ao tratamento inicial.

A presença de fatores prognósticos desfavoráveis ou recidiva da doença devem dirigir a abordagem do paciente para tratamentos mais agressivos, considerando-se aqui o transplante de medula óssea nas suas diversas modalidades.

Uma das causas de prognóstico desfavorável – e que ocorre em 5% das LLA da infância e 25% das LLA do adulto – é a presença do cromossomo Philadelphia. Nesses casos, o uso de inibidores da tirosinoquinase junto à quimioterapia e transplantes pode ser útil, uma vez que seu uso isolado mostrou resultados pobres.

A fase inicial de tratamento é chamada de indução e deve incluir o tratamento ou prevenção da doença no sistema nervoso central que inclui a quimioterapia no líquido da espinha (intra-tecal).
Uma vez obtida a remissão, os pacientes são submetidos a ciclos de quimioterapia pós-remissão e, posteriormente, passam a usar medicamentos quimioterápicos, geralmente via oral, como manutenção por aproximadamente 2 anos.

Da mesma forma o esquema de dieta adequada, alopurinol, cateter, antibióticos, transfusões e fatores de crescimento de medula óssea devem ser utilizados.

8 thoughts on “Leucemia Linfocítica Aguda

  1. Gladys… Estamos passando por uma situação parecida com a sua, gostaria de pedir a gentileza me mandar o material se possivel.
    Obrigado mta saude para vc e seu filho, fica com Deus…
    meu e-mail
    lucaszvieira@hotmail.com

  2. Bom dia, tenho uma filha com 11 anos ela faz tratamento para lla-pcr/abl a tres meses gostaria de saber sobre o uso do glivec no tratamento?

  3. GLADYS.
    BOM DIA ! MINHA ESPOSA TAMBÉM SE CHAMA GLADIS E TEMOS NOSSO FILHO DE 11 ANOS EM TRATAMENTO DESDE MARÇO DE 2009, AGORA EM JULHO FICAMOS SABENDO QUE A DOENÇA RETORNOU GOSTARIA SE POSSÍVEL DE RECEBER OS MATERIAIS QUE VOCÊ POSSUI DE SUAS PESQUISAS COMO SITOU E POSTOU EM 103\2011. AGRADEÇO DESDE JÁ.

  4. Eu tive LLA com 10 anos..a doença foi detectada rapidamente e eu fiz tratamento durante 3 anos. Hoje, com 16 anos vivo normalmente e faço exames de 6 em 6 meses para verificar se está tudo normal. É importante acreditar na cura e não desistir nunca de lutar. O estado emocional dos pacientes em quimioterapia influencia muito no tratamento e por essa razão a presença da família e dos amigos para animar e dar forças é essencial.

  5. Meu filho de 3 anos está se tratando há 3 meses. O tratamento é intenso, mas ele está reagindo muito bem, vai superar isso com certeza.

  6. Meu filho está em tratamento fazem 8 meses e esta muito bem. Ele tem LLA -leocemia linfocitica aguda. No começo é normal a preocupaçao, pois tem pouca informação na internet e por parte dos médicos. Fiz vázios estudos e acredito que a leucemia hoje é uma doença curável e tenho 100% de certeza da cura. Se precisar de mais informações, tenho bastante material que consegui com pesquisas. Até os protocolos para se ter uma base do cronograma do tratamento.

  7. estou em tratamento de anemia linfocitica, estou em uso de quimo, estou na fase inicial do tratamento, gostaria de relatos depessoas curadas

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