Leucemia Linfocítica Crônica

Nesse tipo de leucemia, as alterações em nível de DNA também produzem um crescimento descontrolado das células linfocitárias na medula óssea, levando ao aumento no número de linfócitos no sangue.

Esse aumento de células na medula óssea não impede a produção de células normais, como ocorre na leucemia linfóide aguda, explicando o curso insidioso da doença e a sua descoberta, geralmente, em pacientes submetidos a exames médicos e laboratoriais rotineiros.

Características da Leucemia Linfocítica Crônica

Os pacientes portadores de leucemia linfocítica crônica são geralmente classificados por estágios. Os sistemas adotados por dois grandes cientistas na área, Rai e Binet, são, em geral, os adotados pela maioria dos profissionais.

No processo de decisão por tratar-se ou não de um paciente, consideram-se as seguintes variáveis:

  • elevação do número de linfócitos no sangue e medula óssea;
  • tamanho do baço;
  • presença de anemia e/ou decréscimo da contagem das plaquetas

Raros pacientes (menos de 3% dos casos) podem evoluir para uma fase aguda, tendo seu prognóstico piorado e necessidade de um tratamento mais agressivo.

Sintomas da Leucemia Linfocítica Crônica

Os sintomas da leucemia linfocítica crônica desenvolvem-se gradualmente. Pacientes apresentam mais cansaço e falta de ar às atividades físicas.

Pode haver perda de peso e presença de infecções recorrentes na pele, na urina, nos pulmões etc. Muitos pacientes apresentam aumento dos gânglios (ínguas). Porém, geralmente, o diagnóstico é feito por acaso em um exame médico regular.

Alguns pacientes mantêm, no decorrer do tempo, a contagem de glóbulos brancos com pequenas alterações e com aumento modesto. Esses pacientes usualmente não são tratados. É interessante notar que, quando a maioria dos pacientes recebe o diagnóstico de que possui leucemia, fica preocupada por não ser tratada.

Cabe ao médico tranqüilizar os pacientes, visto que a doença pode ficar estável por muitos anos e que o acompanhamento com exames clínico e laboratorial deve ser feito regularmente.
No entanto, os pacientes devem ser orientados a procurar imediatamente seu hematologista caso apresente febre, sinais de infecção ou mudanças clínicas abruptas, como cansaço e sangramento.

Diagnóstico da Leucemia Linfocítica Crônica

O diagnóstico da leucemia linfóide crônica é feito por meio do exame de sangue (hemograma). Na maioria das vezes é confirmado pela análise da medula óssea, mostrando aumento do número de linfócitos. O material obtido do sangue e/ou da medula óssea deve ser submetido a uma análise chamada imunofenotipagem (característica imunológica) que, além de confirmar o diagnóstico, diferencia de outras condições benignas e malignas de aumento de linfócitos e proporciona a escolha de alternativas de tratamento.

A biopsia de medula óssea e o estudo de cromossomos (citogenética) podem ser úteis para a avaliação.

É fundamental também a análise das imunoglobulinas, que representam os anticorpos dos indivíduos. A razão disso se deve ao fato de que os linfócitos doentes, presentes neste tipo de leucemia, não os fabricam adequadamente, tornando os portadores da doença mais susceptíveis a infecções.
Algumas doenças assemelham-se à leucemia linfocítica crônica e devem ser devidamente diagnosticadas devido a possíveis implicações na abordagem terapêutica e prognóstico. É o caso da chamada leucemia de células cabeludas, macroglobulinemia de Waldenström, linfoma leucemizado, leucemia prolinfocítica e leucemia linfóide aguda.

Tratamento da Leucemia Linfocítica Crônica

Quando um paciente portador de leucemia linfocítica crônica necessita de tratamento, cabe ao seu médico, baseado nas suas condições clínicas e na análise da literatura, escolher o tratamento inicial e as abordagens subseqüentes. Em geral o tratamento baseia-se no uso de drogas quimioterápicas.

Muitas pesquisas têm surgido indicando o uso dos anticorpos monoclonais, um novo tipo de medicamento, no tratamento dos pacientes com LLC. Os anticorpos monoclonais são semelhantes aos produzidos por nosso corpo para combater bactérias e vírus; porém, foram desenvolvidos para atacar apenas a célula tumoral. Os anticorpos monoclonais têm contribuído muito para a melhoria dos resultados do tratamento da LLC.

O transplante de medula óssea – em suas várias modalidades – também pode ser indicado em alguns casos de LLC.

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