Mal de Alzheimer pode ser retardado com exercícios para memória

Não há como reverter o declínio cognitivo dos pacientes com mal de Alzheimer, mas é possível amenizar os efeitos da doença com exercícios para memória e outras atividades de fácil execução.

Algumas dessas tarefas foram reunidas no “Manual Memória, Arte e Sucata”, elaborado pela geriatra Ivete Berkenbrock, em parceria com a psicóloga Joice Peters Schiavinato, especialista em gerontologia. A publicação acaba de ser lançada no XVII Congresso Brasileiro de Geriatria, que teve início nesta quinta-feira, dia 29, em Belo Horizonte (MG). “O manual é uma ferramenta direcionada ao cuidador do paciente com declínio cognitivo leve a moderado”, descreve Ivete.

Cada capítulo representa um mês do ano, com informações sobre as suas principais datas comemorativas. Os exercícios sugeridos buscam associar a data em questão com lembranças pessoais do paciente, o que irá estimular sua memória. Por exemplo, no primeiro capítulo (janeiro) é pedida a construção de frases com as palavras “nascimento”, “família” e “amigos.” “Isso reduz a agitação do paciente, melhora seu humor e favorece a interação com o cuidador”, enumera Ivete. Também é sugerida uma série de atividades artesanais, como a confecção de máscaras de carnaval durante o segundo capítulo (fevereiro) e um porta-guardanapos da Páscoa, no quarto capítulo (abril).

Mal de Alzheimer pode ser retaradado com a aplicação de exercícios para memória Não há separação dos exercícios por dificuldade, eles devem ser aplicados conforme a resposta do paciente. O material, elaborado com apoio da farmacêutica Janssen-Cilag, está sendo distribuído gratuitamente em consultórios de médicos que recebam pacientes com declínio cognitivo.

O que é o Mal de Alzheimer

O mal de Alzheimer afeta o cérebro e geralmente prejudica memória, raciocínio e linguagem. Mas a doença pode também prejudicar outras funções, como a mastigação, caso atinja determinadas áreas do cérebro. Em seu estágio inicial, a doença pode ser confundida com um processo natural do envelhecimento.

Os sintomas costumam ser uma leve confusão no espaço e tempo, dificuldade de tomar decisões e de lembrar fatos recentes, além de falta de motivação. A doença vai se agravando aos poucos, de forma gradual, tornando o idoso cada vez mais isolado e prejudicando a realização de tarefas corriqueiras do cotidiano. As causas da doença ainda não são bem compreendidas, mas já é sabido que ela está associada ao envelhecimento.


Fonte:delas.ig.com.br, 29/07/2010

Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*