Mal de Alzheimer vai poder ser detectado com exame precoce

Um grupo de cientistas do Instituto de Psiquiatria do King’s College, de Londres, descobriu que os níveis elevados de uma proteína sanguínea chamada clusterina estão ligados ao aparecimento de Alzheimer.

Dentro de cinco anos, período necessário para criar um exame de diagnóstico para uso humano, poderá ser possível antecipar a doença

O Mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento, entre outras). Estima-se que a nível mundial afete já mais de 35 milhões de idosos. No Brasil acredita-se que exista mais de um milhão de pessoas, a maioria não diagnosticada.

Existem alguns medicamentos que atenuam temporariamente os sintomas, mas os pacientes acabam por perder a memória e a capacidade de cuidarem de si e de interagirem com o mundo. A descoberta dos cientistas ingleses é uma nova esperança para controlar a doença.

A pesquisa teve como base a análise das proteínas do sangue de 95 pacientes. Num artigo publicado na revista ‘Archives of General Psychiatry’, Simon Lovestone, que dirigiu a pesquisa, afirma que a proteína clusterina estava aumentada no sangue até dez anos antes de as pessoas terem qualquer sinal da doença no cérebro ou sintomas.

Especialistas prevêem que, por causa do envelhecimento da população mundial, a incidência da Alzheimer vá quase duplicar a cada vinte anos, chegando a 66 milhões de pacientes em 2030 e a 115 milhões em 2050.

Detecção precoce do Mal de Alzheimer dará condições de vida melhores a pacientes

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