Mamografia, essencial contra o câncer de mama

A Mamografia é um raio-X da mama, na qual a mesma é comprimida entre 2 placas de acrílico para melhor visualização. Em geral são feitas duas chapas de cada mama: uma de cima para baixo e uma de lado.

Apesar da compressão da mama poder ser um pouco desagradável para algumas mulheres, é importante lembrar que ela não é perigosa para a mama.

A dose de raios X utilizada nos aparelhos modernos é também muito baixa, e não deve servir de empecilho para a realização do exame.

A grande vantagem da mamografia é que ela é capaz de detectar lesões muito pequenas para serem palpadas, lesões essas que tem maior probabilidade de cura.

Na mamografia, os tumores podem aparecer como pequenas densidades de bordos pouco precisos ou estrelados, que sugerem malignidade (a lesão benigna em geral tem bordos lisos e bem delimitados).

Outro sinal importante são as microcalcificações (pequenos depósitos de cálcio que podem aparecer precocemente em alguns tumores), antes que eles sejam palpáveis. Muitas lesões benignas também apresentam calcificações, mas aquela relacionada a tumores tem uma aparência diferente, como pequenas agulhas, que logo chamam a atenção do radiologista.

É importante lembrar que muitas vezes uma pequena mudança de aparência entre duas mamografias de uma paciente pode sugerir a presença de câncer; por este motivo, é importante guardar as mamografias antigas e usá-las como comparação quando se faz uma mamografia nova. Em cerca de 10% dos casos de tumores malignos a mamografia pode ser normal.

 

Apesar de causar algum  incômodo, nenhuma mulher acima dos 50 anos deveria deixar de fazer uma mamografia anualmente: o câncer de mama ,ataria 25 a 30% menos apenas com essa providência.

Mulheres acima dos 50 anos de idade devem ser submetidas a mamografia de rotina anualmente. Calcula-se que se todas as mulheres desta faixa etária fossem submetidas a uma mamografia anual a mortalidade por câncer de mama cairia de 25 a 30%, porque seriam detectados muitos tumores em fase precoce.

Para as mulheres entre os 40 e 49 anos os benefícios são menos claros, mas sugere-se que elas façam mamografia a cada 1 a 2 anos. Abaixo dos 40 anos não se justifica a execução de mamografias de rotina; somente se houver nódulo suspeito ao exame físico a mamografia deve ser indicada.

Já as mulheres com forte histórico familiar e com exames mostrando mutação nos genes BRCA-1 ou BRCA-2 devem iniciar as mamografias de rotina numa idade muito mais precoce, ao redor dos 25 a 30 anos de idade.

Veja também: Mamografia: 40% dos mamógrafos da rede pública estão inutilizados

0,,13948197-EX,00

O resultado da mamografia é semelhante a figura acima: no lado direito o seio é normal, sem tumor. Já no lado esquerdo da foto existe um tumor bastante desenvolvido.

Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*