Não beba na gravidez – cuidado com a síndrome do alcoolismo fetal

A síndrome alcoólica fetal (ou síndrome do alcoolismo fetal) – SAF, como é chamada – é um problema do qual mal se ouve falar, mas que afeta milhares de mulheres.

Isso ocorre por que a classificação da síndrome alcoólica fetal é relativamente recente. A associação entre os sintomas e o uso de álcool foi feita nos anos 60, mas só nos anos 80 e 90 que esse risco se tornou mais conhecido entre os médicos.

A síndrome compromete o desenvolvimento do bebê. O álcool pode ocasionar defeitos que variam de leve a grave, causando gestos desajeitados, problemas de comportamento e falta de crescimento. Entre os reflexos mais graves da toxicidade do álcool durante a gravidez estão o rosto desfigurado, o retardo mental e o aborto. Os danos da SAF são permanentes já que ela prejudica a formação do feto.



“Há uma estimativa de que um em cada cinco casos de deficiência mental no mundo seja causado pelo álcool” ingerido pela gestante, diz Dartiu Xavier da Silveira, co-fundador e coordenador do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad) da Universidade Federal de São Paulo. 

A síndrome do alcoolismo fetal pode ocorrer mesmo em mulheres que beberam pequenas dose durante a gravidez

A síndrome do alcoolismo fetal pode ocorrer mesmo em mulheres que beberam pequenas dose durante a gravidez

 Estudos recentes sobre o problema mostram que, apesar de mais comum entre grávidas que bebem muito, a SAF pode afetar também quem bebe moderadamente.

Pessoa com rosto que mostra traços decorrentes da síndrome do alcoolismo fetal

Rosto com traços da síndrome do alcoolismo fetal

A  possibilidade do feto ter a síndrome do alcoólica fetal, mesmo que a gestante beba moderadamente, contradiz as afirmações de alguns médicos que dizem às suas pacientes que uma taça, de vez em quando, não faz mal durante a gravidez.


Embora a maioria dos casos de síndrome alcoólica fetal acontece quando as mães bebem mais de três doses por dia ou mais de cinco doses de uma só vez, mas estudos recentes mostram que síndrome aparece nos bebês de mulheres que bebem tão pouco quanto meia dose de álcool por dia. Além disso, algumas mulheres e seus fetos são mais vulneráveis ao efeito do álcool do que outras.

Por isso, a recomendação é que não existe dose segura para o consumo de álcool durante a gravidez. Para os especialistas, o ideal é não beber nem uma gota. Esse foi o consenso estabelecido em uma convenção internacional de 2002.

 

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