Não há mágica em cirurgia plástica – profissional especializado é essencial

A cirurgia plástica cada vez mais se torna objeto de desejo de milhares de pessoas no Brasil. Tal desejo e procura há muito já foi percebido como uma oportunidade de negócio por uma série de pessoas sem especialização, algumas sequer são médicas.

Ao encarar a cirurgia plástica como mais um negócio lucrativo, tais pessoas estão exercendo a cirurgia plástica de maneira inadequada e até mesmo desastrosa, podendo em última instância resultar na morte dos pacientes expostos.

Não é de hoje que os Conselhos Regionais de Medicina emitem acórdãos, resoluções e códigos de ética voltados para a prática da cirurgia plástica. E mesmo assim “falsos” cirurgiões plásticos insistem em desrespeitá-los e aos seus pacientes também. Felizmente os Conselhos Regionais vem apertando a fiscalização sobre os profissionais não especializados que praticam cirurgia plástica.

Um exemplo dessa fiscalização mais rigorosa ocorreu recentemente com o Conselho Regional de Medicina do Estado de Santa Catarina (Cremesc): três profissionais não especializados foram penalizados:

  • Um deles teve  o diploma cassado em resposta à infração ao código de normas e posturas. Membro de uma associação de praticantes da chamada “medicina estética”, o que não é reconhecida como especialidade pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), ele chegou a ser detido preventivamente por homicídio doloso – devido a uma lipoaspiração feita em uma clínica clandestina sem recursos mínimos necessários para uma intervenção cirúrgica, que levou à morte de uma mulher de 44 anos;
  • Um otorrinolaringologista (?) foi suspenso por 30 dias por realizar procedimento de caráter estético sem possuir especialidade na área cirurgia plástica – o resultado foi que a operação de abdômen (ele não era otorrinolaringologista…) resultou em necrose com sequela;
  • Um ginecologista foi censurado publicamente por ter realizado lipoaspiração em sala clandestina, sem condições técnicas.

Esses são exemplos de pessoas não especializadas que fazem cirurgias plásticas e em locais inadequados para uma cirurgia – os resultados, muitas vezes desastrosos, quem sofre são os pacientes.

Cirurgia plástica feita por profissional não especializado

Cirurgia plástica feita por profissional não especializado pode ter resultados desastrosos

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica de Santa Catarina (SBCP-SC), Zulmar Accioli, “o Cremesc está fazendo a sua parte no aumento da segurança em cirurgia plástica, condenando aqueles que não são especialistas e têm maus resultados, até mortes. Agora, a população tem que fazer a dela, procurando profissionais bem preparados”.

Por mais que você tenha vontade e necessidade de fazer uma cirurgia plástica, não se deixe levar por “pechinchas” pois o que está em jogo é a sua saúde e, em última instância, a sua vida. O custo de uma cirurgia plástica vem diminuindo mas realizá-la em um ambiente apropriado com um profissional especializado tem um preço.

Algumas dicas para evitar que uma “pechincha” de cirurgia plástica não se transforme em um sério problema na frente

  • Evite profissionais que sejam membros de associações de medicina estética já que não é reconhecida como especialidade pelo Conselho Federal de Medicina;
  • Consulte no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica se o médico com que você pretende fazer sua cirurgia plástica é membro dela

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