O que fazer antes e depois, caso a Unimed Rio quebre

Para os clientes da Unimed Rio as notícias são preocupantes: crise financeira, relatos de médicos que não estão mais atendendo ou cobrando consultas a parte, etc. Para piorar, em 04 de outubro desse ano (2016) a ANS recomendou que ela vendesse a carteira de clientes para outra empresa, com sugestão de 30 dias de prazo. A preocupação da ANS é “proteger os consumidores”, segundo ela mesma.

O que sabemos hoje – 10/11/2016 – é que a Unimed Rio contratou o Santander como assessor financeiro para viabilizar as melhores soluções para vender ativos e bens. Isso significa que a Unimed pretende vender parte do seu patrimônio para equacionar a dívida. Esse é o mesmo teor da nota conjunta sobre a Unimed Rio publicada em 17/10/2016 no site da ANS.

Independentemente do que a Unimed Rio está fazendo para superar a crise financeira por que passa, caso ela quebre, e isso já aconteceu com a Unimed Paulistana que teve de transferir seus clientes para outra operadora, fica a dúvida de seus clientes: o que eu faço?

Foto de paciente solicitando liberação para tratamento radiológico à Unimed Rio

Crise da Unimed Rio atrasa e impede tratamentos de diversos clientes

Vamos analisar alguns cenários e o que é melhor você fazer caso um deles se concretize:

A Unimed Rio apresenta uma solução para a crise

Nesse caso existem duas possíveis soluções:

  1. A permanência dos clientes na Unimed Rio;
  2. Um acordo para vender a carteira de clientes para outra empresa.

No caso de venda da carteira para outra empresa, é direito do cliente que o mesmo valor de mensalidade e rede credenciada seja mantido e a carência seja aproveitada.

A Unimed Rio não apresenta soluções para a crise

Terminado o prazo de 30 dias dados pela ANS, essa última pode determinar a venda compulsória da carteira de clientes.

Ocorrendo isso, serão dados mais 30 dias para que qualquer operadora do mercado faça uma oferta para comprar toda a carteira.

O cliente continua tendo o direito que o mesmo valor de mensalidade e rede credenciada seja mantido e a carência seja aproveitada.

Nenhuma empresa quer comprar a carteira da Unimed Rio

Caso nenhuma empresa queira comprar a carteira de clientes da Unimed Rio, a ANS tem três opções:

  1. Dividir a carteira em lotes (separados por tipos de planos) e tentar vendê-los individualmente;
  2. Selecionar algumas operadoras que ficarão obrigadas a receber os atuais clientes da Unimed Rio (é a portabilidade, só que “forçada”);
  3. Permitir que o cliente da Unimed Rio escolha a nova operadora e obrigá-la a aceitá-lo.

No caso da portabilidade “forçada” (opção 2) e da escolha de nova operadora pelo cliente (opção 3), a nova operadora não pode recusar o cliente e ele não terá de cumprir prazo de carência. Mas ele terá um valor de mensalidade diferente (maior ou menor) e uma rede credenciada diferente da que tinha.

O que é melhor fazer enquanto a situação da Unimed Rio não se resolve

Para quem é cliente, o melhor é permanecer com o atual plano. Caso a carteira de clientes seja repassada a outra operadora, os atuais clientes não precisarão cumprir prazo de carência. Isso é muito importante para idosos, gestantes, pessoas em tratamento ou com doenças preexistentes. Mudar para outra empresa é arriscado devido à possibilidade de ter de cumprir prazos de carência.

Independente do que acontecer, é aconselhável que faça uma pesquisa a outros planos de saúde disponíveis no mercado. Em caso de liquidação da Unimed Rio, o cliente terá mais rapidez para escolher outro plano se começar a pesquisar antes. Até planos empresarias vale a pena pesquisar, mais é necessário fazer uma análise rigorosa da relação custo/ benefício.

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