Onicit, medicamento para qumioterapia mais eficiente contra náuseas e vômito

Náuseas e vômitos estão entre os mais freqüentes e mais temidos efeitos colaterais da quimioterapia contra o câncer. Além do mal estar, náuseas e vômitos excessivos podem levar o paciente a desenvolver sérios distúrbios metabólicos, desnutrição, anorexia e piora do estado físico e mental.

Atualmente já estão disponíveis no mercado diversos medicamentos para minimizar esses sintomas, como o Nausedron. A escolha do mais efetivo pode contribuir para melhorar a qualidade de vida do paciente e para garantir a maior adesão ao tratamento.

O artigo científico publicado em maio na revista Supportive Care in Cancer comparou quatro diferentes medicamentos utilizados na prevenção de náusea e vômitos e indicou que o palonosetron, comercialmente conhecido por Onicit, apresenta os melhores resultados. O estudo é de autoria do médico oncologista e pesquisador da MedInsight-Evidências Tobias Engel e colaboradores. A pesquisa, uma revisão sistemática de estudos randomizados, envolveu mais de dois mil pacientes. Os outros três medicamentos analisados no estudo foram: ondansetron (Zofran), granisetron (Kytril) e dolasetron (Anzemet).

Os resultados do estudo demonstram que os pacientes tratados com palonosetron apresentaram 14% menos episódios de náusea aguda, um tipo de efeito colateral que ocorre em até 24 horas após a aplicação do medicamento. Também apresentam 18% menos náusea tardia, aquela que pode se manifestar em até 72 horas após a aplicação; e 24% menos episódios de vômitos agudos e vômitos tardios.

Onicit, mais eficaz contra as náuseas e vômitos provocados pela quimioterapia

“Alguns tratamentos quimioterápicos causam náuseas e vômitos mais intensos e podem levar o paciente até a abandonar o tratamento. Este estudo demonstrou que especialmente para estes pacientes o palonosetron é mais efetivo tanto na prevenção da náusea aguda quanto na prevenção da náusea tardia”, explica Tobias Engel. O estudo poderá ser usado para orientar tanto os pacientes individualmente, quanto o sistema público e as operadoras de saúde na compra de medicamentos. Pode auxiliar também na melhoria da saúde e qualidade de vida dos pacientes submetidos à quimioterapia.


Fonte: comciencia.br, Márcia Tait, 17/06/2010

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