Ortomolecular, terapia sim mas sem abusos

O programa Fantástico, da Globo, levou ao ar no último domingo uma reportagem chocante sobre a atuação de profissionais que trabalham com o conceito de medicina ou terapia ortomolecular.

Essa é uma especialidade que está na moda e que costuma atrair principalmente pessoas em busca de emagrecimento e rejuvenescimento. O Conselho Federal de Medicina reconhece a medicina ortomolecular, mas condena abusos e práticas indevidas.

A nova resolução do Conselho Federal de Medicina, de 2010, revalia a prática da medicina ortomolecular e mantém as mesmas restrições da resolução de 1998:

  • Suplementos só estão indicados às pessoas que tem deficiência. Vale lembrar que é rara a deficiência de vitaminas em pessoas que se alimentam normalmente e que não têm doenças que reduzem a absorção dos alimentos.
  • O artigo 4 da nova resolução garante que: medidas higiênicas, dietéticas e de estilo de vida não podem ser substituídas por qualquer tratamento medicamentoso, suplementos de vitaminas, de sais minerais, de ácidos graxos ou aminoácidos.
  • Fica mantida também a proibição da divulgação no exercício da Medicina, os seguintes procedimentos da prática ortomolecular e biomolecular, diagnósticos ou terapêuticos, que empregam:

I) Para a prevenção primária e secundária, doses de vitaminas, proteínas, sais minerais e lipídios que não respeitem os limites de segurança (megadoses), de acordo com as normas nacionais e internacionais e os critérios adotados no art. 5º.

II) EDTA (ácido etilenodiaminotetracético) para remoção de metais tóxicos fora do contexto das intoxicações agudas e crônicas.

III) O EDTA e a procaína como terapia antienvelhecimento, anticâncer, antiarteriosclerose ou voltadas para patologias crônicas degenerativas.

IV) Análise do tecido capilar fora do contexto do diagnóstico de contaminação e/ou intoxicação por metais tóxicos.

V) Antioxidantes para melhorar o prognóstico de pacientes com doenças agudas, observadas as situações expressas no art. 5º.

VI) Antioxidantes que interfiram no mecanismo de ação da quimioterapia e da radioterapia no tratamento de pacientes com câncer.

VII) Quaisquer terapias antienvelhecimento, anticâncer, antiarteriosclerose ou voltadas para doenças crônicas degenerativas, exceto nas situações de deficiências diagnosticadas cuja reposição mostra evidências de benefícios cientificamente comprovados.


Fonte: ClicRBS, Nádia De Toni, 24/03/2010

Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*