Osteoporose também pode ocorrer na infância

Embora muito mais frequente em idosos a osteoporose também pode correr em um grupo de risco entre as crianças, que inclui aqueles com dificuldade de absorção de cálcio, intolerância à lactose e, principalmente, com problemas respiratórios e reumatológicos.

Nem toda família de crianças asmáticas precisa se preocupar. Estão propensos aqueles que administram, pelo menos quatro vezes durante a vida, corticoide oral durante cerca de cinco dias seguidos para terminar com as crises. Nesses casos, a perda de massa óssea pode ser de 30% a 40%

O uso excessivo de corticóides está associado, muitas vezes, às consultas nas emergências hospitalares. Como é sempre um médico diferente quem faz a consulta, cada ataque é tratado como se fosse único. A prevalência do uso de corticóides em crises respiratórias é maior para crianças que têm como rotina serem atendidas nesses locais do que para aquelas que têm seu médico de referência.

Apesar de os reumatologistas notarem um aumento nos casos de osteoporose na infância, pesquisas apontam que a probabilidade para se desenvolver a doença é baixa. O último Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância, divulgado no ano passado, mostrou que metade das crianças asmáticas precisam usar com frequência remédios inalatórios contendo corticoides (popularmente conhecidos como bombinhas). Desses, menos de 5% faz uso da substância em comprimido.

— Em geral, os pacientes conseguem se adaptar às bombinhas, e diminuem as chances de precisarem usar o remédio pela via oral. Contudo, não há como fugir: em crises fortes, o método oral é o mais indicado para reanimá-lo e evitar a internação hospitalar — explica o pneumologista pediátrico Gilberto Bueno Fischer.

Crianças que tomam cortisona contra a asma correm risco de ter osteoporose

Mas o médico recomenda cautela. Toda criança que toma cortisona em cápsulas precisa de revisão constante. Métodos de diagnósticos como a densitometria, capaz de avaliar a estrutura óssea, já estão disponíveis. Se a doença tiver se instalado, contudo, o especialista deverá receitar uma suplementação alimentar rica em cálcio e vitamina D, além da prática de exercícios físicos para fortalecer os ossos.

— Não há certeza de que se recuperará toda a perda óssea, mas os cuidados podem fazer com que a doença não evolua ainda mais — explica o reumatologista Fernando Neubarth.

 

Tratamento da osteoporose em crianças

  • Nada substitui o cálcio natural, que pode ser encontrado no leite e em derivados como queijo e iogurte. Entretanto, algumas pessoas têm intolerância à lactose. Nesses casos, é indicado um remédio à base de cálcio ou leite de soja suplementado com cálcio;
  • Pode ter cura em crianças, se for diagnosticada precocemente ou se a doença que está causando o problema for corrigida. Por exemplo: se o paciente tem intolerância à lactose e toma uma enzima que controla a disfunção, pode voltar a tomar leite.
  • Em adultos, não tem cura. Com tratamento e mudança de alguns hábitos, pode-se diminuir o risco de fraturas em até 60%.;
  • Há cuidados fundamentais a serem tomados em casas onde vivem idosos para evitar quedas: retire tapetes e evite móveis dispostos no meio dos ambientes. Tenha cuidado com solas de calçados escorregadias e mantenha as peças sempre bem iluminadas.

Fonte: clicrbs.com.br, Kamila Almeida, 10/10/2010

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