Planos de Saúde: boa notícia, reajustes menores em 2011 – previsão

A expectativa para 2011 é que os planos de saúde tenham reajustes menores nos preços. O ano de 2010 foi caracterizado por um menor crescimento do custo dos planos e essa tendência deve se manter em 2011, segundo a  diretora executiva da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), Solange Beatriz Mendes.

Em 2009, as pessoas recorreram mais aos planos de saúde, com medo de que pudessem perder o plano durante a crise, o que elevou os custos. Já, neste ano, a evolução dos custos foi menor

Segundo Solange Mendes, três são os fatores que pressionam os custos da saúde no país: a maior longevidade da população brasileira, as mudanças no padrão etário (a população está mais velha) e a incorporação de
tecnologias.

Realmente a população brasileira está em um processo de envelhecimento com as taxas de natalidade decrescendo desde a década de 80. Com usuários mais idosos dos planos de saúde, a probabilidade de tratamentos mais caros e demorados aumenta muito o que encarece o preço dos planos de saúde.

Por outro lado, como a saúde pública no Brasil está em uma situação muito ruim, as empresas de planos de saúde sabem que quem ter uma melhor cobertura médica é praticamente forçado a ter um plano de saúde, tendo que se sujeitar aos preços cobrados pelas operadoras. O setor de planos de saúde parece (e  provavelmente é…) um cartel: os preços da Unimed, Golden Cross, Amil e outros são muito parecidos para coberturas praticamente idênticas.

As empresas de planos de saúde, desde 2009, estão ofertando planos de saúde com menos hospitais ou com menor número de prestadores. Esse é um dos motivos por que tanta gente ao ir num médico conhecido descobre que ele não está mais atendendo por um determinado plano.

Planos de saúde: empresas diferentes, preços praticamente iguais - cartel na área

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