Radioterapia, como funciona esse tratamento do câncer

A radioterapia é uma modalidade de tratamento do câncer que utiliza radiações de alta energia para matar células malignas. As radiações causam uma série de alterações bioquímicas nas células, sendo que as células malignas, ao contrário das células normais, não dispõem de mecanismos para corrigir estes danos e acabam morrendo.

Já as células normais conseguem resistir às doses normalmente usadas para tratar tumores, recuperando-se após o término do tratamento. Assim como a cirurgia, a radioterapia é usada para tratamento de tumores localizados, uma vez que só funciona na área que está recebendo a radiação. Freqüentemente é usada em associação com a quimioterapia e a cirurgia, e pelo menos metade dos pacientes com câncer recebe radioterapia ao longo de seu tratamento.

Pode ser feita através de uma fonte externa de radiação (teleterapia) ou de implantes de material radioativa no corpo do paciente (braquiterapia).

A teleterapia hoje em dia é geralmente feita por “aceleradores lineares” (aparelhos que geram raios de alta energia e que conseguem tratar tecidos em grande profundidade do corpo com poucos efeitos colaterais). O acelerador se assemelha a um aparelho de raio-x, e as sessões de tratamento são indolores. Normalmente, trata-se o paciente em sessões diárias, 5 dias por semana, sem necessidade de internação hospitalar. Um tratamento completo dura de 3 a 8 semanas, dependendo da dose desejada, do local tratado e do tipo de tumor. Com os novos aparelhos e técnicas mais modernas, é possível tratar-se uma determinada área do corpo com doses muito altas de radiação e, ao mesmo tempo, proteger todos os tecidos ao redor do alvo, diminuindo-se, assim, a incidência de efeitos colaterais.

Nos casos de braquiterapia, as fontes radioativas são colocadas dentro ou nas proximidades do tumor. Desta maneira, consegue-se dar uma dose muito alta e muito concentrada de radiação, às vezes em curto espaço de tempo. As fontes podem ser implantadas definitivamente dentro do paciente (como sementes radioativas implantadas dentro da próstata), ou podem ser colocadas no tumor temporariamente e depois removidas, como no tratamento do câncer do colo do útero. Às vezes, o paciente tem que ser mantido no hospital, num quarto com isolamento contra radiações, por alguns dias. Uma vez que as fontes de tratamento são removidas, não existe radiação residual no corpo do paciente.

Os efeitos colaterais freqüentes são: fadiga, diminuição do apetite, náusea leve e mudanças na cor da pele da área irradiada. Outros efeitos dependem da área que está sendo tratada: se o intestino receber irradiação, o paciente pode ter diarréia; se a área da cabeça for tratada, haverá queda de cabelo, e assim por diante. Estes efeitos secundários são passageiros.

Tipos de quimioterapia

A radioterapia pode ser de 4 tipos

  • radioterapia neo-adjuvante: quando é feita antes de um tratamento cirúrgico ou quimioterápico. Nesta situação, usa-se a radioterapia para diminuir o tumor primário e, assim, facilitar a cirurgia posterior. Com isto, muitas vezes um caso inoperável por suas grandes dimensões pode tornar-se operável, ou uma grande cirurgia mutiladora pode ser evitada.
  • radioterapia adjuvante: feita após a cirurgia, quando o paciente está aparentemente sem doença, mas os médicos acreditam que existe alto risco de recidiva para aquele caso.
  • radioterapia curativa: usada nos casos em que o tratamento radioterápico se propõe a curar o paciente.
  • radioterapia paliativa: feita em casos já com doença metastática naqueles casos de tumores que não são passíveis de cura definitiva. Nestes casos a radioterapia tem a finalidade de diminuir ou eliminar os sintomas da doença, bem como de aumentar a sobrevida do paciente.

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