A razão da ação terapêutica da Homeopatia

A razão da ação terapêutica da Homeopatia repousa inteiramente nas constatações experimentais resultantes da aplicação da Lei de Similitude, enunciada por Hipócrates, mas posta em pratica e confirmada na sua realidade por Hahnemann.

As bases da medicina homeopática, que tem agora mais de 170 anos de existência, fundam-se, pois, na experimentação e na observação cientifica. Mas, inversamente ao que ocorre com as pesquisas no campo da medicina ortodoxa, no caso da homeopatia só se lida com o ser humano em estado de boa saúde. Graças unicamente a esse fato, ela permanece num terreno semelhante ao que será preciso, posteriormente, tratar no paciente.

Hahnemann e seus sucessores quiseram demonstrar que as doenças se exprimem através de sinais subjetivos e objetivos, que representam os sintomas com sua série de manifestações funcionais e orgânicas. Ora, a experiência, muitas vezes repetida, provou que um sintoma ou um conjunto de sintomas podem ser artificialmente reproduzidos numa pessoa sadia após a administração regularmente crescente de princípios ativos. Na maioria dos casos, esses sinais inerentes à reação do organismo são semelhantes aos que se podem encontrar no curso de uma doença qualquer. Existe, portanto, uma similitude que, nesse caso, não pode ser atribuída à cor ou à forma, mas que resulta de um caráter farmacodinâmico entre as manifestações clínicas de uma doença e as respostas fisiológicas ou patológicas provocadas por certos produtos naturais.

Alguns exemplos simples irão ilustrar o que afirmamos acima sobre a homeopatia.

As propriedades purgativas do calomelano são bastante conhecidas. Uma dose, um grama, desse sal de mercúrio provoca uma diarreia que pode se prolongar por várias horas. As fezes biliosas esverdeadas, às vezes misturadas a mucosidades e de sangue, são evacuadas com muita dor e ardência, e o indivíduo tem a sensação de que jamais acabara de esvaziar seu intestino. Encontramo-nos, pois, clinicamente falando, diante de um quadro cujos sinais objetivos e subjetivos assemelham-se aos da diarreia infantil ou da disenteria. Em consequência, e diante de tal quadro, o médico homeopata ira prescrever uma baixa diluição de calomelano (Mercurius dulcis) para obter a sedação e, depois, o desaparecimento desse problema intestinal de seu paciente.

figura mostrandp alguns princípios da homeopatia
A homeopatia tem como um dos seus pilares a lei da similitude

Um outro exemplo: a ipecacuanha, planta da família das Rubiáceas, provoca, em doses altas, o aparecimento de vômitos. O indivíduo que a ingere tem, de início, uma sensação de náusea, agravada por um estado de prostração com palidez do rosto e aumento da secreção da saliva, antes que se manifeste a expulsão de um abundante muco branco viscoso, seguido ou não de diarreia. Deve-se notar, também, que apesar desses diferentes sintomas concernentes ao sistema digestivo, à língua do indivíduo permanece limpa. Esse “sinal”, em medicina homeopática, corresponde àquilo que se designa coma uma das modalidades desse medicamento, ou seja, uma das características sobre as quais o médico vai se apoiar para fazer sua escolha entre outros remédios que acusem as mesmas reações e para prescrever a ipecacuanha, quando se encontrar diante dos sintomas descritos acima, mas que se diferenciam dos outros por esse aspecto particular da língua do doente.

Esses dois exemplos já bastam para fazer compreender as razoes da notável ação da homeopatia que se baseia inteiramente na observação atenta do doente e de suas reações, tanto na esfera física como no campo psíquico. O estado e a comparação dos sintomas do paciente permitem, pois, a escolha do medicamento cujos sinais de intoxicação experimental mais se aproximem daqueles apresentados pelo doente.

[wpb-product-slider posts="12" title="Compre em nossa loja"]

Voltar ao índice de Homeopatia

Deixe uma resposta