Red Bull e outros energéticos, conheça a história e o perigo de consumí-los junto com álcool, principalmente para quem vai dirigir.

A história das BEBIDAS ENERGÉTICAS remonta ao início da década de 60. Tudo começou no Japão com o lançamento de uma bebida chamada Lipovitan-D® pela Taisho Pharmaceuticals, em 1962. Na composição da bebida foi empregada uma mistura de vitaminas B1, B2 e B6, mais niacina e especialmente taurina, todos agentes metabólicos com a finalidade de incrementar energia e concentração. A popularidade destas “bebidas tônicas” cresceu na Ásia.

Um fato curioso da origem das bebidas para praticar esportes tem a ver com jogos de futebol Americano.

No verão de1965, um assistente do treinador do time de futebol Gator da Universidade da Flórida pediu para um grupo de médicos da universidade descobrir por que o calor estava afetando tanto a maioria dos seus atletas.

O líder do grupo chamado Dr. Robert Cade anunciaram que os eletrólitos e carboidratos que os jogadores perdiam durante o treinamento e na competição não estavam sendo repostos. Os cientistas usaram esta descoberta para formular uma bebida composta de carboidratos e eletrólitos que foi chamada de GATORADE® . Incrível foi a vitória do Gators por 9 a 2 vencendo o Orange Bowl. Obviamente que as universidades almejando o mesmo sucesso, começaram a encomendar fardos de Gatorade®, nascendo assim nos Estados Unidos a indústria das bebidas esportivas.

Um austríaco de nome Dietrich Mateschitz percebeu este conceito energético, adicionou cafeína e carboidratos e formulou em 1987, o RED BULL® que rapidamente se popularizou na Europa.

O MERCADO DOS ENERGÉTICOS

Quando a Red Bull® chegou aos EUA, tiveram que garimpar um nicho de marketing sozinho porque o mercado tradicional já estava saturado. Assim eles optaram por promover atletas fora do comum, excluindo inclusive os skatistas. Seus olhos se voltaram para tipos como “kite surfers”, ou seja o pessoal que navega nas águas puxados por uma pipa ou sky surfers que surfam pelos céus com uma prancha de surf. A Red Bull® passou a patrocinar um evento chamado Flugtag® . Depois passaram a fornecer o energético como mistura para drinques alcançando o mercado americano também com suas vendas explodindo.

Estima-se que a venda de bebidas energéticas aumentou 465% de 1988 a 2003, nos Estados Unidos. Estes produtos geraram US$ 5 bilhões em vendas (2006) com a liderança da Red Bull® comandando 49% de todas as receitas. O Red Bull® está no topo das vendas e seu mercado mundial está muito além dos US$ 2 bilhões.

Impressionante, provocador, com um lance de marketing um dos produtos mais recentes em busca deste mercado é chamado Cocaine®. O nome deixou o Food and Drug Administration (FDA, similar da ANVISA nos EUA) irado, tão irado que o FDA enviou uma carta de advertência sobre os créditos no site do produto à empresa.

Depois de retirar a bebida das prateleiras das lojas nos Estados Unidos, o fabricante relançou o produto sob o nome de Nenhum Nome (No Name®) e reintroduziu o seu produto. O produto ainda é comercializado como Cocaine® na Europa. Muitas bebidas energéticas também consideradas alimentos funcionais, são bebidas fortificadas com suplementos dietéticos adicionados de ginseng, guaraná e laranja amarga (orange bitter).

A comercialização destas bebidas é agressiva e nem sempre mostram transparência para informar sobre os ingredientes e suas quantidades nos rótulos. A promoção de ingredientes naturais em bebidas energéticas para o fornecimento de energia, aumento do alerta, e melhorar o desempenho atlético deixa o consumidor médio pensando se essas afirmações cumprem sua promessa e leva preocupação, muita preocupação aos profissionais de saúde acerca dos efeitos negativos sobre a saúde associados a estes produtos.

Atribui-se a um expressivo aumento do número de acidentes de carros com jovens, infelizmente muitos fatas, ao consumo de bebidas alcóolicas junto com energéticos como Red Bull. O consumo de álccol a partir  de um determinado ponto deixa a pessoa sonolenta o que tende a fazê-la a não consumir mais.

Ao contrário, se o consumo de álcool for junto com um energético como o Red Bull, a pessoa ficará por mais tempo eufórica, consumindo mais álcool. Mas os efeitos do álcool, independente do consumo do Red Bull, para quem vai dirigir um carro, são os mesmos. E como a quantidade de álcool é bem maior o refelexo acaba sendo menor…

MERCADO NACIONAL

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas (ABIR) a tendência atual do setor de isotônicos e de energéticos é crescer, apesar de uma crise econômica perceptível.

O mercado de isotônicos comercializou 99,98 milhões de litros comparados com 56,6 milhões em 2004. A liderança do mercado fica por conta da Gatorade® que em 2008 foi responsável por 90% das vendas. Em 2009 a competição mais acirrada reduziu o percentual do Gatorade para 75,4% com a concorrência do I9® da Powerade® (Coca-Cola®) que alcançou 15,1%.

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