Repúblicas, um alternativa às clínicas para drogados

No combate às drogas e à dependência química toda ajuda e experiência é bem vinda. E é exatamente uma experiência nova de reabilitação de dependentes químicos implantada em São Paulo que vem chamando a atenção: a criação de repúblicas para dependentes químicos em processo de desintoxicação.

O projeto da república para dependentes químicos é coordenado Uniad (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas) da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Como funciona a república para dependentes químicos

 

Pense em uma república para estudantes. A para dependentes químicos é bem parecida.

Os dependentes químicos fazem a comida, lavam a roupa, arrumam a casa. Cada um tem uma cópia da chave e entra e sai a hora que desejar.

A diferença da república dos dependentes químicos para a de estudantes é que na primeira a abstinência de drogas e álcool tem de ser total. Não há ninguém fiscalizando, mas testes antidrogas e bafômetros são usados para checar se eles estão estão consumindo drogas ou álcool. Caso haja uma recaída, o dependente químico sai da república.

Fora a exigência de se manterem longe das drogas e do álcool, os dependentes tem a obrigação de manter o tratamento para a dependência (remédios, grupos de ajuda, psicoterapia, etc.) e retomar ao trabalho e/ ou estudo.

O imóvel da república e as despesas são bancadas pelo projeto, através de patrocínio.

Não seria interessante se os produtos de bebidas alcóolicas e cigarros e os bens apreendidos de traficantes pagassem as despesas dessas repúblicas? Deixe o seu comentário…

Amy Winehouse, um exemplo do que a dependência química pode fazer ao corpo de uma pessoa

A vantagem de uma república para dependentes químicos

Entre todas as pessoas envolvidas com o tratamento de dependentes químicos há a certeza que apenas a internação não é suficiente para curar ou livrar do vício. A internação estabiliza o dependente mas não o faz retomar os laços familiares, o estudo, o trabalho. E sem essa retomada a chance de voltar às drogas é enorme.

É nesse aspecto que as repúblicas são uma boa alternativa. Com a abstinência, o apoio e a comunhão entre pessoas que estão no mesmo barco, é provável que o dependente tenha um resultado melhor. Ao viver em uma república, o dependente precisa ter responsabilidade e, ao fazer as coisas por conta própria, descobre que é capaz.

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