Soja: um alimento e um remédio ao mesmo tempo

A soja é um grão que já foi desprezado por ter sabor ruim, mas acabou virando o jogo, como um patinho feio: tornou-se o mais famoso e valioso de todos os grãos e leguminosas antecedentes como os feijões por exemplo.

Simplesmente porque enquanto esses possuem de 20% a 30% de proteína, ou seja, uma quantidade bem menor que o da  soja, cujo valor é de, aproximadamente, 35% a 43% de proteína. Além disso, é de mais fácil digestão que os feijões mulatinhos, brancos, cariocas e outros grãos. Como se isso fosse pouco, ganha também no quesito isoflavonas, responsável por diversos efeitos benéficos ao organismo humano.

 “A proteína da soja auxilia no ganho de massa muscular (cuja diminuição é comum conforme a idade vai avançando), é excelente para recuperar a massa óssea (osteopenia) e, por ser rica em boas gorduras (monoinsaturada e poliinsaturada), reduz o colesterol e a hipertensão”, garantiu o doutor em Nutrição Mark Messina, da Universidade Loma Linda, na Califórnia, Estados Unidos, durante o I Simpósio Internacional Unilever – A Ciência corno Alicerce da Vitalidade, realizado na cidade de São Paulo. “Ela até ajuda no emagrecimento, pois a proteína garante a saciedade por mais tempo”, complementa.

Outra boa notícia, segundo o médico, é que você não precisa consumir grandes quantidades, “Bastam 25 gramas ou três porções de alimentos à base de soja por dia para ter os benefícios”, orienta.

Com tudo isso, a soja pode ser vista como um alimento funcional, isto é, vai muito além de apenas nutrir as pessoas. Ela é capaz de prevenir e reduzir os sintomas de uma série de doenças que afetam a humanidade. Não, não estamos falando de um produto milagroso, que resolve tudo, No entanto, não há como negar que a soja se transformou em um dos alimentos mais importantes e reconhecidos pelo bem que faz à saúde. Disso não há dúvida.

O bem que a proteína faz
Representando 40% do grão de soja, a substância oferece excelentes benefícios entre os quais:

  • Diminui a absorção do colesterol, por meio de diversos mecanismos, contribuindo para a redução dos riscos de doenças cardiovasculares;
  • Reduz a quantidade dos desagradáveis calores da menopausa;
  • Retarda a progressão da doença renal, inclusive entre os diabéticos;
  • A substituição da proteína animal pela vegetal pode diminuir a excreção urinária de cálcio, reduzindo, assim, o risco de osteoporose.

Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*