Stress, um responsável importante pelo envelhecimento

A cada dia temos mais dados que associam stress ao envelhecimento. Se não pudermos nos livrar dele por completo, vale conferir como podemos maneja-lo para diminuir seus riscos. Manejo do stress, dieta, exercício e modulação hormonal fazem parte das técnicas em busca de uma longevidade saudável!

As evidências apontam cada vez mais que a idade pode estar mais relacionada à presença de stress crônico e doença, do que quantos anos se passaram desde que a pessoa nasceu (idade cronológica). Por sua vez, as respostas ao stress moderado, juntamente com um estilo de vida saudável podem garantir um caminho seguro em direção ao envelhecimento saudável.

As conclusões de como os hormônios do stress afetam o cérebro já são conhecidas: “O stress agudo parece melhorar a função imune e melhora a memória, mas o stress crônico tem um efeito oposto e pode levar a distúrbios como depressão, diabetes e disfunção cognitiva no envelhecimento”, explicou Dr. Bruce McEwen, PhD, do laboratório de Neuroendocrinologia, da Universidade de Rockefeller .

O stress crônico, como o envolvido em ter diabetes, ou em ser obeso, pode resultar em uma diminuição na atividade da telomerase, uma enzima que ajuda a manter os telômeros – as “tampas” nas extremidades dos cromossomos que encurtam com o envelhecimento celular. Quando os telômeros chegam a um determinado comprimento, a célula para de se dividir e envelhece, o que pode contribuir para algumas doenças associadas à idade avançada.

Stress é uma causa importante do envelhecimento Dr. Ewen relatou que a percepção de uma situação estressante pelo cérebro afeta as respostas comportamentais e fisiológicas através dos sistemas autônomo,  imunológico e neuroendócrino. Com o stress crônico, “podemos ver  mudanças estruturais e funcionais que afetam como essas respostas funcionam”, declarou o Dr. Ewen. “Essas mudanças cerebrais, que parecem ser reversíveis, são capazes de mudar não só por agentes farmacêuticos, mas também pelas mudanças de estilo de vida, como exercícios, dieta e apoio social.”

Outra revisão, adicionou mais evidência para o papel do stress crônico e doença, em oposição aos anos vividos na definição de idade. Dr. Elissa Epel, PhD, da University of California, San Francisco, ressaltou que o declínio nos construtores teciduais como o hormônio do crescimento, testosterona e estrogênio, e o aumento no cortisol, um hormônio que diminui a massa magra e densidade óssea e que é liberado em resposta ao stress, podem ser responsáveis por algumas doenças médicas e psiquiátricas, associadas à idade.

“Algumas mudanças relacionadas à idade podem ser modificadas com a atividade física, sono suficiente e boas técnicas de suporte”, observou ela. “É quando o stress crônico,  o sedentarismo e o aumento do peso corporal aparecem que o sistema neuroendócrino torna-se desequilibrado. Este desequilíbrio entre os hormônios anabólicos e catabólicos, parece ser o perfil mais comum de envelhecimento e pode ser um marcador valioso para o envelhecimento biológico. “


Fonte: vivant.com.br, 08/06/2010

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