Suplementos alimentares, uso ou não uso?

Trata-se de uma discussão antiga para o qual existem duas respostas possíveis: NÃO – Uma alimentação racional, saudável e equilibrada fornece-nos todos os nutrientes que necessitamos para uma eficaz prática desportiva ou, SIM – Existem certas situações em que uma nutrição embora saudável, seja insuficiente, ou, no mínimo pouco prática, para facultar todos os nutrientes e condições necessárias para um bom rendimento ao atleta.

A maior parte das pessoas não necessitará de suplementos; o indivíduo comum que pratica exercício 2-3 vezes por semana seja no academia, atividade física ao ar livre ou esporte coletivo. Nestes casos em que não falamos de um grande desgaste, uma alimentação cuidada, embora com regras poderá ser suficiente.

No entanto, o caso muda de figura quando o objetivo são resultados pré-definidos e cujo rendimento do atleta é fundamental. Na maioria destes casos, a suplementação pode assumir um papel complementar e intermediário entre a alimentação e a prática de exercício físico.

Um atleta tem necessidades energéticas superiores a um indivíduo sedentário, pois tem um gasto calórico superior e tanto maior quanto a sua prática desportiva.

Veja 2 exemplos de como o consumo de suplementos alimentares podem ser importantes para um atleta:

  • Um atleta necessita de mais calorias, por exemplo um atleta de competição pode necessitar de 4000 Kcal/dia. Fornecer estas calorias só através de alimentação tornava-se uma tarefa muito complicada. O atleta teria de passar literalmente o dia comendo, optando por alimentos densamento calóricos (ricos em gordura), dificultando os processos digestivos, facilitando a acumulação de gordura corporal e afetando claramente o rendimento esportivo.

  • Por exemplo um atleta que tenha uma prova às 11h da manhã, teria de fazer uma refeição rica em carboidratos (200g) três horas antes. Pois bem, acordar às 8h da manhã para ingerir um prato de massa, esparguete, arroz, etc… é no mínimo incómodo.

  • Existem certos nutrientes difíceis de obter através da alimentação, a glutamina, carnitina, proteínas em esportos de força,…

Resumindo, suplementação sim, mas apenas em casos que a nutrição tradicional não seja suficiente.

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