Tratamento da alopecia areata, a pelada

A alopecia areta, conhecida popularmente como pelada, é uma doença de causas até agora desconhecidas e que causa a redução repentina, parcial ou total, de cabelos e pelos em uma área da pele embora seja mais comum no couro cabeludo. Ela atinge entre 1 a 2% da população e afeta ambos os sexos de maneira igual.

Existem suposições que a  alopecia (ou pelada) seja uma doença auto-imune que faz o organismo tratar os pelos e cabelos como tecido externo e desta forma suprime ou para seu crescimento. Da mesma forma supõe-se que o stress pode ser um fator desencadeante e que ela tenha predisposição genética.

O maior problema da alopecia areata parece ser os efeitos psicológicos que ela causa nas pessoas que perdem os cabelos pois não há nenhuma doença interna que ameace a saúde. Como a perda de cabelos e as regiões peladas estão a  vista de todos, isso causa estranhamento e abala a auto-estima da pessoa afetada.

Sintoma da alopecia areata

O sintoma da alopecia é a queda repentina de cabelos e pelos, as vezes de um dia para o outro, formando placas circulares de região sem cabelo – daí o nome popular de pelada. A pele no local onde houve a queda de cabelos e pelos apresenta-se normal, sem inflações ou feridas. Alterações na superfície das unhas surgem em 10 a 50% dos casos.

Embora a alopecia seja mais comum no couro cabeludo ela também pode atingir outras áreas como a barba, sobrancelhas, cílios, braços, pernas, etc.

Um teste simples feito pelo médico dermatologista para ajudar a identificar a alopecia areata: consiste em puxar com delicadeza um tufo de cerca de 60 fios de cabelos situados às margens da área pelada. O teste é considerado positivo quando pelo menos 6 fios são arrancados pela raiz. Em poucos casos ele pode pedir uma biópsia para afastar a possibilidade de outras doenças que também causam a queda dos cabelos.

Existem diferentes padrões de queda de cabelo na alopecia areata Existem diferentes padrões de queda de cabelo na alopecia areata

Tratamento da alopecia

O tratamento da alopecia não é definitivo porque não impede que venha a ocorrer novamente uma queda de cabelos e pelos. Na verdade, na maioria das vezes a alopecia nem é tratada porque ela tende a regredir espontaneamente.

Nos adultos com menos de 50% de comprometimento do couro cabeludo, o tratamento mais utilizado são as injeções locais de derivados da cortisona. Nos pacientes que respondem bem, o crescimento pode ser notado 4 a 8 semanas. As injeções são repetidas a cada 4 ou 6 semanas. Nos casos em que a queda de cabelo foi rápida, extensa e duradoura, os resultados são pobres. Se depois de 6 meses não houver resposta, o tratamento pode ser interrompido.

A aplicação tópica de cremes contendo corticoides é uma opção menos eficaz do que a injeção, mas bastante empregada, especialmente em crianças, para evitar a dor que as injeções locais provocam.

Produtos à base de Minoxidil aplicados duas vezes ao dia demonstram eficácia em 20% a 45% dos casos.

Tratamento local com creme de antralina tem sido empregado com resultados variáveis.

Sensibilizadores de contato como o DNCB e o SADBE, capazes de provocar reações imunológicas quando colocados em contato com a pele das áreas afetadas, são indicados especialmente quando mais de 50% do couro cabeludo estiver comprometido. Um estudo mostrou 60% de resposta nesses casos, com resultados aceitáveis a partir do sexto mês de tratamento.

Apoios psicológico em caso de alopecia areata

O maior problema que a alopecia areata causas nas pessoas é a queda na autoestima.

Infelizmente no Brasil ainda não existe uma comunidade para as pessoas que sofrem esse problema se auto-ajudarem mas você pode dar uma olhada em dois sites americanos que mostram que é possível levar uma vida normal mesmo com a alopecia (sites em inglês):