Você dorme pouco ? Cuidado, tem mais risco de ter doenças cardiovasculares

Uma pesquisa publicada  na revista Sleep revela que dormir pouco ou demais pode aumentar os riscos de desenvolver doenças cardiovasculares. De acordo com o estudo, o risco é 2,2 vezes maior nos 8% das pessoas analisadas que disseram dormir 5 horas por noite ou menos – incluindo sonecas durante o dia – do que entre aquelas que dormiam 7 horas.

Entre os 9% da população estudada que dormia 9 horas por dia ou mais, o risco de desenvolver algum tipo de doença cardiovascular também se mostrou elevado: 1,5 vez maior do que entre aqueles que dormiam 7 horas.

Os resultados foram ajustados para levar em conta variáveis que poderiam ter influência, como idade, sexo, raça, tabagismo, consumo de álcool, índice de massa corporal, nível de atividade física, diabete, hipertensão e depressão.

“Os resultados do levantamento sugerem que a duração anormal do sono afeta adversamente a saúde cardiovascular. Perturbações durante a noite podem ser um fator de risco para doenças cardiovasculares mesmo entre pessoas aparentemente saudáveis”, disse Anoop Shankar, professor da Escola de Medicina da Universidade do Oeste da Virgínia, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores analisaram dados de 30.397 adultos que participaram do National Health Interview Survey em 2005, feito pelo Centro de Controle de Doenças do governo americano, que coletou informações sobre fatores demográficos e características socioeconômicas, de saúde e estilo de vida da população.

Dormir entre 7 a 8 horas parace ser o ideal para a maior parte das pessoas

A associação entre 5 horas ou menos de sono por dia com doenças cardiovasculares foi maior entre mulheres e adultos com menos de 60 anos.

Embora o número ideal de horas de sono diário varie de pessoa para pessoa, a Academia de Medicina do Sono dos Estados Unidos recomenda que a maioria dos adultos durma entre 7 e 8 horas por noite, de modo a se sentir alerta e descansado durante o dia.

Segundo os autores do estudo, os mecanismos por trás da associação entre privação de sono e problemas cardiovasculares podem incluir distúrbios em funções endócrinas e metabólicas. Entre os efeitos negativos de dormir insuficientemente, estão a redução da sensibilidade à insulina, o aumento na atividade simpática e a elevação da pressão arterial, o que acentua o risco de endurecimento das artérias.

Por outro lado, horas dormidas além do normal podem estar relacionadas com problemas que envolvem a qualidade do sono ou a respiração.


Fonte: estadao.com.br, 03/08/2010

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