Você sabe por que a dieta não funcionou para você ?

Sabe aquela dieta que todas as pessoas que você conhece emagreceram e você não conseguiu perder nenhum quilo ? Pois é, cada pessoa tem um conjunto único de fatores genéticos e ambientais que contribuem para a saúde metabólica e isso é que leva a algumas pessoas a emagrecerem com uma dieta enquanto outras não.

Com o objetivo de emagrecer, elas buscam estratégias normalmente já testadas por outras pessoas, mas que nem sempre dão o resultado esperado. A novidade é que há uma razão biológica para isso.

De acordo com uma pesquisa publicada pelo periódico científico Genetics, existe uma interação entre a genética e o tipo de dieta – que depende das características específicas de uma pessoa para funcionar. Os cientistas chegaram a essa conclusão ao estudar 146 diferentes linhagens de moscas-das-frutas. Elas foram alimentadas com quatro dietas diferentes: balanceada, baixa quantidade de calorias, excesso de açúcar e excesso de gordura. A partir disso, os pesquisadores listaram as características metabólicas dos grupos e deram um tipo de alimentação a cada um.

Segundo os resultados, moscas pertencentes a algumas linhagens genéticas demonstraram grande sensibilidade a determinadas dietas e tiveram alteração no peso corporal. Por outro lado, quando as moscas foram submetidas a dietas sem a preocupação com características genéticas, os resultados não foram tão satisfatórios, e houve pouca alteração no peso.

Fatores genéticos são os responsáveis por algumas pessoas comerem qualquer coisa e não engordarem

“Cada pessoa tem um conjunto único de fatores genéticos e ambientais que contribuem para sua saúde metabólica. Devemos parar de procurar uma saída comum e começar a aceitar que este é um problema complexo que pode ter uma solução diferente para cada indivíduo”, disse Laura K. Reed, pesquisadora do departamento de Genética da North Carolina State University, Estados Unidos. De acordo com ela, a descoberta pode ajudar a trazer uma outra visão para o tratamento contra diabetes e obesidade.


Fonte: veja.abril.com.br, 29/07/2010

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