As bases da vertebroterapia

Esta manobra terapêutica repousa num certo numero de princípios definidos pelo Dr. Still, após pesquisas e observações feitas tanto no indivíduo sadio quanto no doente. Ela se baseia num conjunto de constatações anatômicas, fisiológicas e patológicas.

Os três princípio da vertebroterapia

  • 0 corpo humano, em estado de boa saúde, logo, em estado de equilíbrio biofisiológico, possui uma imunidade natural, o que lhe permite defender-se de todos os agentes de agressão vindos quer do meio externo, quer do meio interno. Esse mesmo principio é base de todos os tratamentos naturais;
  • As modificações que dizem respeito à estática e à estrutura normal do esqueleto e, em particular, aquelas que atingem a coluna vertebral, bloqueiam os meios de defesa natural do organismo e contribuem para criar a lesão osteopática. Para Still, e é nisso que reside a originalidade de sua ideia, essa lesão é a causa direta ou indireta das diferentes expressões patológicas;
  • Graças a uma técnica puramente manual, pode-se alterar ou mesmo fazer desaparecer essas modificações da estática, mecanismo que permitirá ao organismo reencontrar suas defesas naturais diante do agente agressor. Esta manobra consiste em reduzir com a mão as lesões osteopáticas, corrigindo, em particular, os defeitos da estática vertebral.

Convém observar que não se deve representar essa lesão osteopática como uma má formação considerável da coluna vertebral ou como um importante deslocamento ósseo, manifestações excessivas que são, mais frequentemente, passíveis de uma cirurgia corretiva. A lesão osteopática verdadeira, essa da competência da vertebroterapia, é, na maioria dos casos, constituída por um deslocamento, quase sempre mínimo, de uma vértebra.

Uma vez estabelecidos e admitidos esses princípios, quais são as constatações que permitem assegurar seu fundamento?

Constatações de ordem anatômica, fisiológica e patológica

Constatações anatômicas

Sem pretender entrar em detalhes, que dizem respeito à descrição das raízes nervosas e de seus anexos que partem da medula espinhal, complexos demais para um leigo, vamos nos limitar a fornecer aqui o mínimo que se deve conhecer para compreender o modo de ação da lesão osteopática e suas repercussões sobre o organismo. Relembremos, pois, rapidamente, a importância da inervação proveniente do canal raquidiano. Nascidas na medula espinhal, as raízes nervosas, de inicio unidas antes de sua saída do canal vertebral, separam-se em duas ramificações principais – uma anterior, outra posterior – que inervam todos os músculos dos canais vertebrais. Por outro lado, dos gânglios simpáticos situados à direita e à esquerda da coluna vertebral, partem outras fibras nervosas que chegam às próprias paredes do canal raquidiano, aos ligamentos e aos músculos vizinhos, ou também às vísceras do tórax e do abdômen. Por essa disposição anatômica, compreende-se que a mínima tensão que ocorra nos ligamentos que unem as vértebras entre si e que se manifeste após um deslocamento, mesmo pequeno, desses corpos ósseos, irá repercutir-se sobre o segmento da medula espinhal que lhe corresponde, sobre o gânglio simpático, e dai sobre o órgão que ele inerva.

Constatações fisiológicas

Considerada sua importância anatômica e sua riqueza em centros e em condutos nervosos, a região vertebral e para-vertebral influencia todo o funcionamento do sistema simpático, e os distúrbios que o atingem têm repercussões sobre as vísceras. As ligações dos filetes do simpático são complexas e variadas e penetram profundamente nos órgãos. Segue-se que toda irritação passageira ou continua que atinja uma ou outra das ramificações desse sistema concretiza-se sob a forma de um distúrbio funcional, prelúdio de uma lesão orgânica.

A redução da lesão osteopática restabelecerá a conexão normal entre esses diferentes elementos e permitira a volta dos reflexos normais.

Constatações patológicas

Alguns exemplos patológicos, escolhidos propositadamente por sua simplicidade e por seu grau de ocorrência no indivíduo, ilustrarão o que acabamos de explicar a respeito dos deslocamentos das superfícies ósseas vertebrais.

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Muitas nevralgias torácico-braquiais  vêm frequentemente acompanhadas de falsa angina do peito têm como causa um desvio das costelas superiores da caixa torácica. Do mesmo modo, a subluxação de um osso ilíaco pode determinar uma compressão reflexa do nervo ciático pelos músculos vizinhos. Nesse caso, o doente irá se queixar de uma forte dor ciática.

Muitas dores de cabeça, sobretudo as que se seguem a uma queda violenta ou a um acidente de carro, devem-se a um pequeno deslocamento de uma vértebra cervical sobre a outra. Se, ao apalpar a região, for constatada, também, a existência de uma contratura dos músculos cervicais, pode-se confirmar o diagnóstico e reduzir manualmente esse vício da estática vertebral.

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