A energia e a concepção chinesa de doença

Para os povos do Oriente, o ser humano é parte integrante do Cosmos, do Universo considerado em seu conjunto, ele é o local onde, de um modo contínuo, operam-se as trocas sob a ação de duas forças contrárias, porém complementares: o Yang e o Yin. Essas forças circulam no corpo humano em um ritmo bem definido e em estado de perfeito equilíbrio, uma em relação à outra, enquanto o indivíduo encontra-se em bom estado de saúde. Porem, se houver um excesso ou uma carência de uma dessas forças, o equilíbrio será destruído e, me consequência, o indivíduo ficará doente.

O objetivo da acupuntura consiste em restabelecer no organismo esse equilíbrio energético que foi perturbado, tanto em um sentido quanto no outro, por excesso ou por falta.

A existência da Energia no corpo humano

Tal como a eletricidade, que só pode ser percebida através de sua manifestação sob a forma de luz ou sob a forma de movimento, há energia no corpo humano que só pode ser percebida pelas suas manifestações.



Os antigos médicos chineses puderam observar que ao picar superficialmente um determinado ponto da pele, produzia-se um fenômeno relacionado com a presença de um certo influxo energético que se propagava ao longo de linhas ideais, porém definidas, às quais foram denominadas por eles de “meridianos”.

Imagem mostrando os meridianos do corpor humano, segundo os chineses, çpor onde circulam nossa energia
Ilustração do meridianos do corpo humano, segundo os chineses, por onde circulam a energia

Esse influxo energético não pertence nem ao sangue nem à linfa e nem mesmo ao sistema nervoso, embora cada um desses sistemas seja seu vetor e seu campo de ação. É esse influxo, indefinível e invisível, que pode ser denominado de energia.

As duas faces da energia

O influxo de energia, dividi-se em duas forças opostas, porem complementares e com a mesma essência.  A essas forças opostas, porém unidas por sua contrária, os chineses deram os nomes de Yang, força positiva ou tonificante, e de Yin, força negativa ou calmante. Essas forças, Yang e Yin, se opõem e ao mesmo tempo se condicionam, transformando-se reciprocamente.

Imagem mostrando a rRepresentação simbólica da energia e suas faces Yin e Yang
Representação simbólica da energia e suas faces Yin e Yang

A circulação de energia

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Tal como os chineses, vamos admitir a existência de uma energia que circula no organismo; energia essa que só poder ser observada através de suas manifestações e que pode ser dividida em duas faces distintas mas com a mesma essência: o Yang, positiva ou tonificante e o Yin, negativa ou calmante.



Essa energia circula conforme um horário e sentido determinado ao longo de linhas ideais descritas sobre o nome de meridianos, nos quais se encontram os pontos sensíveis ou dolorosos, as provas de uma perturbação que afeta o órgão ao qual esse meridiano corresponde.

Existem meridianos Yang centrífugos nos braços e centrípetos nas pernas e meridianos Yin centrífugos nas pernas e centrípetos nos braços.

Através da prática clínica foi contatado que quando se faz uma perfuração com uma agulha fina num determinado ponto da superfície da pele, provoca-se no paciente uma resposta reflexa num local localizado exatamente sobre o meridiano escolhido e sobre o ponto sensível e doloroso desse mesmo meridiano. Nesse momento, pode ocorrer que o indivíduo sobre tratamento tenha uma sensação de que alguma coisa passasse ou corresse de um ponto ao outro do corpo; o trajeto indicado pelo indivíduo varia de acordo com os pontos perfurados, correspondendo a um dos meridianos através dos quais a energia circula.

O melhor exemplo para descrever como a energia circula através de um meridiano é da dor de angina do peito: o paciente se queixa de uma dor bem precisa e localizada que parte da região do coração para seguir pela face interna do braço e do antebraço, terminando na altura do dedo mínimo da mão esquerda. Esse trajeto seguido pela dor não corresponde a nenhuma via anatômica ou fisiológica definida pela medicina ocidental mas é precisamente descrito pelos chineses como sendo o meridiano do coração.

Os meridianos

Os meridianos são em número de doze e estão colocados simetricamente de cada um dos lados do corpo. Serão Yang ou Yin conforme o órgão.



Os meridianos Yang circulam sobre a face externa dos membros, compreendendo os meridianos do estômago, do intestino grosso, do intestino delgado, da vesícula biliar e da bexiga. Sua função consiste em levar a energia necessária aos órgãos Yin através da transformação metabólica do que é trazido do exterior para o organismo, quer se trate de alimentos, de bebidas ou do ar.

Os meridianos Yin correspondem ao que os chineses consideram como orgãos de reserva energética: seguem pela face interna dos membros compreendendo os meridianos dos pulmões, do baço, do pâncreas, dos órgãos sexuais, do coração, do fígado e dos rins.

A energia corre ao longo desses meridianos, passando sucessivamente de um órgão Yang a um órgão Yin e vice-versa, a fim de que o equilíbrio biológico seja respeitado e mantido no organismo. Ao lado desses doze meridianos laterais, seis para o membro superior e seis para o membro inferior, são descritas, comumente, duas outras linhas, medianas: uma delas, situada na altura da face anterior do abdômen e do tórax, terminando na altura da boca é chamada de “Vaso da Concepção” e a outra, saindo da face posterior do tronco, do pescoço e da cabeça e terminando no maxilar superior, é chamada de “Vaso Governador’.

As duas linhas medianas, uma anterior e outra posterior, não tem nenhuma relação com qualquer orgão mas comandam funções digestivas, respiratórias e genito-urinárias, segundo o nível em que são consideradas.

Hora de atividade da energia

Como a energia circula como uma corrente ao longo dos meridianos, esse fluxo passa pelo interior de cada um dos órgãos ou sistemas do organismo.



O meridiano correspondente ao órgão manifestará uma maior sensibilidade um determinado período de tempo, em geral de duas horas. Como existem doze meridianos de órgãos, supõem-se que o fluxo energético levara aproximadamente doze horas para percorrer o conjunto de meridianos. Na prática, querendo-se tratar um paciente com o máximo de êxito, é preciso, na medida do possível, fazê-lo nas horas mais adequadas. Para acalmar uma hiperatividade funcional, convém agir no momento em que o órgão a ser tratado estiver em estado de máxima tensão energética.

Dicas do Natural & Bela para após a sessão de acupuntura

A acupuntura não tem efeito colateral. Cerca de 40% dos pacientes apresentam relaxamento profundo e até sonolência.

No entanto, após uma sessão, pode surgir pequenos hematomas devido a punção de pele em alguns pontos, que desaparecem em poucas horas a dias.

Pode também haver uma pequena dor local após a estimulação de alguns pontos mais profundos. O uso de uma bolsa de água quente ou gelo é suficiente para o alívio dessa pequena dor.

Para relaxar completamente e manter a pele perfeita após a sessão recomendamos o uso de óleos corporais e hidratantes.

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