As Diferentes formas de balneoterapia

A balneoterapia pode ser aplicada ao ser humano sob três formas diferentes e, em certos casos, complementares.

São elas: a forma liquida propriamente dita, a forma gasosa e a forma por irradiação. Vamos, agora, ver cada uma delas.

A forma Líquida da balneoterapia

Esta comporta todas as formas, todas as modalidades de aplicação da água.

Pelo próprio fato de existirem banheiros na maioria dos apartamentos ou residências modernos, torna-se fácil fazer em casa, com um objetivo terapêutico e sob a forma de duchas ou afusões, banhos completos ou parciais quentes ou frios, neutros ou aromatizados, com enxofre ou com sais.

Duchas e Afusões

A principal diferença que existe entre essas duas opções terapêuticas reside no modo de aplicação da água. No caso da ducha, a água chega ao corpo vinda de uma certa altura e com uma certa pressão, enquanto na afusão, técnica mais recomendada aos doentes e aos indivíduos debilitados, trata-se de uma simples aspersão que deve ser feita próxima ao corpo e com delicadeza. Esta operação será realizada com a ajuda de uma mangueira de borracha adaptada a torneira da banheira e mantida a quinze ou vinte centímetros da pele. Ela pode ser completa, ou seja, pode estender-se a todo o corpo; neste caso não deve ultrapassar três ou cinco minutos, no máximo; conforme o caso a ser tratado, só atingirá certas panes do corpo: os pés, os joelhos, as coxas, as costas, o peito ou os braços.



Kneipp menciona em seus escritos uma interessante aplicação da afusão de água fria nas partes genitais para combater a congestão dos órgãos da pequena bacia: o útero, na mulher, e a próstata, no homem; essa operação será feita com fraca pressão, de cócoras numa banheira, pernas afastadas, dirigindo-se o jato durante um ou dais minutos sobre o púbis e o períneo.

Os Banhos

[wpb-product-slider posts="12" title="Compre em nossa loja"]

Serão quentes ou frios, conforme o grau de resistência do indivíduo; podem ser também completos ou parciais.

O banho frio completo será tornado de preferência pela manhã, ao acordar; no início, sua duração não ultrapassará quinze segundos, para atingir progressivamente três minutos: será seguido de um repouso de 15 a 20 minutos, o que permitirá que o organismo reaja de modo salutar. No início do tratamento, a temperatura da agua deve ser de 25°C aproximadamente, sendo reduzida conforme a adaptação do paciente. Em todo caso, a frequência desses banhos não ultrapassará a média de três por semana.

Diz-se que os banhos de rio produzem resultados análogos aos do banho frio completo; e o indivíduo contará também com a vantagem dos efeitos mecânicos da pressão da água e da velocidade da correnteza, além dos benefícios proporcionados pelo contato com o ar livre.

O banho frio parcial e feito nas mesmas condições que o completo, com exceção de não molhar a cabeça. Temperatura de 15°C a 18°C, duração de mais ou menos cinco segundos no início, para alcançar progressivamente três minutos; durante a imersão recomenda-se friccionar as costas, o peito, os braços e o rosto.

Os banhos frios locais são recomendados para a bacia, os pés e os braços.

– o banho de assento, de uma duração média de um a dois minutos, deverá ser tornado de preferência pela manhã, ao levantar; a temperatura da água será de 18°C, de início, para descer progressivamente a 8°C.

Como nos casos do banho completo e do banho parcial, será aconselhável a frequência de três banhos por semana.

– Os banhos frios dos pés consistem numa imersão das extremidades na água fria até a barriga da perna, durante dois ou três minutos, à noite antes de deitar; para muitos, os banhos frios dos pés são excelentes soníferos.

– Quanto aos banhos dos braços, a técnica consiste em mergulhar o antebraço até o cotovelo na água fria, durante dois ou três minutos, e depois desta imersão balança-los na posição vertical, sem secá-los, pela mesmo tempo que durou o banho.



Os banhos quentes devem ser tomados a temperatura entre 37º C e 45°C e sua duração não deve exceder quinze ou vinte minutes; em princípio, sua frequência não deve ultrapassar o número de três por semana.

Para aumentar seus efeitos terapêuticos,  e conforme o caso a ser tratado, pode-se incorporar a eles decocções de plantas (alecrim, alfazema, hortelã, etc.). Na prática, e para maior comodidade, é mais simples servir-se das essências de plantas que existem atualmente no comércio; elas agem por penetração através da pele e por inalação dos vapores que se desprendem ao contato com a agua quente.

Para os indivíduos com carência de sais minerais, será aconselhável o banho com sal isotônico, dissolvendo-se na água quente sal grosso marinho, numa proporção de oitocentas gramas para cinquenta litros de água. Nos que sofrem de artrose ou de gota, se utilizará de preferência banhos sulfurosos.

foto mostrando pacientes em sessão de balneoterapia
Existem várias modalidades de banho na balneoterapia

A forma gasosa da balneoterapia

A balneoterapia, nesse caso, pode ser considerada como sendo a aplicação terapêutica de um gás natural – o ar ambiente e o vapor de água.

O Banho de Ar

Complemento vantajoso e natural do banho de mar, de rio ou de sol, pode, contudo, limitar-se apenas ao banho de ar e ser tornado em casa mesmo, de preferência pela manhã ao levantar, com o corpo inteiramente despido. Deve ser acompanhado por exercícios físicos diários, num local onde as janelas estejam completamente abertas. Uma vez que a totalidade da superfície cutânea é irrigada pela ação do ar fresco da manhã, esse tipo de banho permite uma eliminação importante tanto dos resíduos orgânicos acumulados durante a noite, como do gás carbônico concorre para um melhor equilíbrio da circulação do sangue e do sistema nervoso; sua duração não ultrapassará quarenta e cinco ou sessenta minutos.

O Banho de Vapor

Esse tipo de banho tem como principal objetivo fazer o paciente suar bastante para eliminar impurezas pelo suor. Sob a ação do calor úmido, grande parte do volume sanguíneo desloca-se para a superfície do corpo, permitindo assim a dilatação dos vasos sanguíneos superficiais e dos capilares; O deslocamento do volume sanguíneo favorece e ativa a eliminação das impurezas através da epiderme. Com um fim terapêutico, a duração do banho de vapor não deve ultrapassar dez ou quinze minutos, sendo imediatamente seguido de uma afusão de agua fria e de repouso na cama.



A forma de irradiação da balneoterapia

Consiste essencialmente na exposição do corpo ao sol, mas essa operação deve ser praticada racionalmente e controlada pelo interessado. Nunca é demais insistir sobre a importância desses últimos pontos, pois com muita frequência, uma aplicação excessiva dos raios solares, em horário inapropriado ou prolongada demais corre o risco de graves consequências, que vão da simples queimadura da pele até a insolação e as congestões cerebrais ou pulmonares. Não podemos nos esquecer também o aumento da probabilidade do câncer de pele.

É preciso não esquecer que, além de trazer o calor e a luz, o sol desempenha uma função importante pela penetração em profundidade dos raios infravermelhos e ultravioletas. Do conjunto desses fatores resultará uma maior atividade da circulação do sangue, uma estimulação das terminações nervosas da pele e uma maior dilatação dos poros que, juntamente com a ligeira sudação resultante, facilitarão a eliminação das impurezas. Além do mais, a superfície cutânea é a sede de reações fotossintetizantes a fotoquímicas, agindo principalmente sobre os esteróis da derme que vão produzir a vitamina D; essa última é indispensável no processo de assimilação do cálcio e do fósforo. A helioterapia bem compreendida é, pois, uma poderosa ação terapêutica contra o raquitismo.

Para obter todos os benefícios, o organismo deve adaptar-se progressivamente. Para começar, o banho solar deverá ser feito pela manhã, antes das 10 horas; a exposição durará alguns minutos no primeiro dia, 15 minutos, no segundo, aumentando 10 ou 15 minutos por dia, até completar 1 hora e meia ao final da primeira semana. A partir da segunda semana, a exposição ao sol poderá durar 2 horas; entretanto, o banho de sol não deve ser tornado em repouso sobre a areia ou sobre o chão. Deve-se andar sob a luz, praticando alguns movimentos simples dos membros, acompanhados de exercícios respiratórios.



Uso de protetores solares durante a balneoterapia através da exposição solar

A exposição solar é uma faca de dois gumes: por um lado tem vários efeitos benéficos e, por outro, pode causar queimaduras solares e até mesmo o câncer de pele. Assim, é preciso tomar certos cuidados ao se expor aos raios solares.

O principal deles é utilizar um protetor solar com um fator de proteção solar (FPS) médio: nem tão alto que impeça os efeitos benéficos, nem tão baixo que permita os efeitos maléficos. Recomendamos os protetores solares com FPS 30 e dentre as marcas disponíveis no mercado recomendamos os da Natura e os da Avon.

Deixe uma resposta