Propriedade e ação dos oligoelementos

A intervenção dos oligoelementos sobre os processos biológicos, quer no individuo sadio, quer no doente (e mais particularmente nesse último), irá manifestar-se sob três formas de ação diferentes, porém complementares:

  1. em primeiro lugar, os oligoelementos agem enquanto catalisadores, ou seja, enquanto agentes suscetíveis de provocar ou acelerar uma reação orgânica de estimulação, sem, contudo, nela participar diretamente. Nesse caso, o oligoelemento intervém na qualidade de intermediário;
  2. sua segunda esfera de ação liga-se aos processos de regularização dos fenômenos biológicos, todas as vezes que houver um fator de inibição ou de paralisias que atinja o funcionamento normal de um mecanismo orgânico ou funcional;
  3. finalmente, todas as vezes que o exame clínico levar a suspeita de carência de oligoelementos ou de falta de atividade no organismo, na modificação do terreno patológico, quando se tratar de uma disfunção metabólica, de distúrbios funcionais ou daqueles estados chamados diatésicos.

Em resumo, eles contribuem para proporcionar ao organismo deficiente a possibilidade de umfuncionamento mais próximo do normal, desse modo, melhorando seu rendimento bio-fisiolôgico. A esfera de ação dos oligoelementos dirige-se, em primeiro lugar, ao plano físico do indivíduo; eles intervêm eletivamente nos desequilíbrios funcionais que habitualmente precedem o aparecimento e a formação da lesão.

Esses desequilíbrios podem ter como origem certas carências relacionadas a esses agentes, ou ser consequência de sua má utilização por parte do organismo. Se tais carências não forem especificamente compensadas, assiste-se ao surgimento de uma situação nitidamente patológica. Essas manifestações podem revestir diversos aspectos, conforme a constituição e o temperamento do indivíduo, fatores que são levados em consideração na escolha do remédio.

A prescrição dos oligoelementos, sob a forma de metais ou de metaloides em estado coloidal, poderá, pois, interferir de forma dupla: enquanto preventiva e enquanto terapêutica.

Esta ação dupla não é apenas sintomática, mas também, e principalmente, equilibradora. Por isso mesmo, interessa ao médico, que procura tratar o doente não somente na ocasião da evolução patológica do momento, porém, em sua totalidade, tanto biológica quanto psíquica.

No plano pratico da prescrição terapêutica, ressaltaremos o fato da dependência dos oligoelementos entre si e, por conseguinte, a necessidade de sua associação, a fim de obter um efeito fisiológico útil. Desse modo, para dar apenas um exemplo, em caso de anemia é interessante utilizar-se, ao mesmo tempo, o ferro e o cobre.

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