Protetor solar, verdades e mentiras sobre ele

É clássico, em Medicina, dizer-se que prevenir é melhor que remediar. E isso funciona para o envelhecimento cutâneo principalmente em tempos de “buracos na camada de ozônio” e “aquecimento global”.

Por isso sabe usar um protetor solar e muito importante para quem quer ter uma pessoa com boa aparecência e evitar doenças sérias como o câncer de pele, por exemplo.

O grau de pigmentação da pele influencia de forma direta os efeitos dos raios ultravioleta. Com relação a isto precisa-se considerar os diferentes tipos de pele, de vez que a resposta à radiação depende deles. Existe uma classificação, a de Fitzpatrick, que é considerada clássica e à qual quase todos recorrem. Teve divulgação a partir da década de 1960, e nela a pigmentação da pele, a cor dos cabelos e a dos olhos recebem análise conjunta, permitindo distinguir seis fototipos cutâneos básicos, em que pese haver maior diversidade na espécie humana.   

No fototipo I têm-se, basicamente, as pessoas de pele muito clara, cabelos louros, olhos azuis. No II, as pessoas claras, cabelos ruivos, olhos azuis ou verdes. No III, as pessoas brancas de cabelos castanho-claros, olhos mel. Já no fototipo IV enquadram-se os morenos de cabelos castanho-escuros, igual cor de olhos. O tipo V é o dos mulatos, com cabelos e olhos pretos ou castanho-escuros. Os negros fecham a série, com sua pele bem escura e cabelos e olhos negros. Quanto mais baixo o fator numérico de fototipo, mais alto deve ser o Fator de Proteção Solar (FPS). Em outras palavras, quanto menos melanina se tem, quanto mais branco se é, pelo que mais se requer compensação com aumento da potência do fator de defesa antirradiação.

As pesquisas no campo das substâncias fotoprotetoras começaram de forma mais intensa a partir da década de 1950, embora só da metade deste tempo para cá tenham ganhado destaque. Os trabalhos científicos têm-se multiplicado e os estudos mais recentes corroboram a idéia de que mesmo pessoas de faixa etária média ou superior têm menos chances de desenvolver ceratoses e câncer de pele quando usam regularmente protetores solares. Também tem ficado claro que o uso precoce deles, especialmente a partir da infância ou da adolescência, reduz riscos futuros.

Ao se orientar sobre a proteção solar cabe estimular a aplicação homogênea do produto, cobrindo todas as áreas expostas. E deve-se lembrar que os efeitos não dependem apenas do FPS:

mesmo um bloqueador solar (produto FPS 65 a 100), se aplicado em camadas finas demais, perde muito de seu efeito. Um produto com FPS 25, aplicado em camada grossa, dupla, pode ser mais eficaz que um 50 aplicado ligeiramente.

Atenção também para com o risco dos produtos de “proteção total”, com os quais poder-se-ia ficar expostos ao sol à vontade e ficar submetido à ação da água, sendo possível até mergulhar.

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Trabalhos feitos na Inglaterra mostram que tais produtos não só têm espectro limitado (maior contra um ou outro tipo de radiação ultravioleta apenas) mas também perdem quase completamente seu efeito após 20 minutos de imersão! 

Não se deve acreditar em proteção absoluta, e lembrar que suor e banho reduzem a proteção.    Sempre há que se repetir a aplicação a cada 2-4 horas! E como a eficácia dos FPS é indicada por números que indicam a capacidade de defesa contra queimaduras solares e a resistência à remoção do local onde foram aplicados, há que se dar um lembrete: não se deve crer magicamente em números absolutos. No caso em questão eles são relativos! Um FPS-60 só oferece 3-5% mais de proteção que um 30!

Houve insinuação (mas não comprovação) que os FPS muito altos poderiam impedir a síntese de vitamina D e levariam à osteoporose. Mas há algo que merece atenção, pois, como quase sempre ocorre na vida, nem tudo são flores!

Quanto maior o Fator, mais substâncias químicas são postas em contato com a pele e, hoje em dia, já há trabalhos científicos que sugerem o risco delas causarem problemas futuros, quais fotoalergia e aparecimento de manchas hipercrômicas de pele, e, mesmo, predisporem aos cânceres que se propunham evitar.

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