A vertebroterapia realmente funciona?

Como muitas terapêuticas que ainda não receberam a consagração oficial dos meios universitários, a vertebroterapia ainda continua sendo contestada do ponto de vista de sua eficácia e de sua realidade clínica; e, no entanto, ela já conta com um numero impressionante de curas.

As zonas de sensibilidade vertebral

O osteopata, que para confirmar seu diagnóstico, serve-se das mãos e principalmente da extremidade digital, pode detectar a lesão vertebral, mesmo mínima, e, com certo treino e uma sensibilidade acrescida ainda pela experiência, é capaz de perceber e registrar as menores modificações surgidas no seio dos tecidos para-vertebrais. Quase poderíamos falar, no presente caso, de uma verdadeira captação de ondas por intermédio dos corpúsculos nervosos situados em diferentes profundidades dos dedos, assim como nos ligamentos, nos músculos e nas articulações.

Por outro lado, foi demonstrado que esses diferentes corpúsculos localizados uns na mão e outros nos ligamentos vertebrais, têm uma mesma origem nos tecidos embrionários. Compreende-se, então, a função de detector desempenhada pela ponta dos dedos, quando o médico osteopata os faz deslizar ao longo da raque a fim de descobrir as zonas de reação orgânica. Além disso, a experiência provou que quando se examina desta forma uma coluna vertebral, constata-se que as lesões osteopáticas sempre se encontram na altura dos pontos de maior sensibilidade, os quais, alias, coincidem com as zonas de contratura muscular.

Os Pontos de Projeção Vertebral

A lesão osteopática, caracterizada pelo deslocamento vertebral, por mínimo que seja, pode, em muitos casos, determinar reações à distância afetando o próprio funcionamento do órgão que esta sob a dependência dos filetes nervosos atingidos por esse deslocamento. Se tomarmos como exemplo uma subluxação de sétima vértebra cervical, veremos que ira produzir-se uma reação do terceiro gânglio cervical cujos filetes nervosos atingem o coração. 0 doente apresentaria, então, crise de taquicardia paroxística. Mas, se negligenciarmos um tratamento osteopático, também pode ocorrer que, a longo prazo, os gânglios simpáticos – médio e superior – sejam, por sua vez, afetados pela disfunção que havia sido localizada inicialmente nesse terceiro gânglio: os fenômenos cardíacos aos quais aludimos poderão também agravar-se com dores de cabeça, vertigens, distúrbios da visão ou depressão nervosa.

Podemos, pois, dizer que cada órgão comporta inúmeros pontos de projeção vertebral. Assim sendo, ressaltaremos a importância da manobra de correção dessas subluxações que, por reação, podem influenciar todos os tecidos do corpo e até modificar a ação fisiológica dos diferentes órgãos de defesa ou de eliminação como o fígado, os rins ou o baço.

Voltar ao índice de Vertebroterapia

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *